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A Caoa Changan iniciou as vendas do SUV médio CS55 no Brasil em 16 de setembro de 2026 com preço inicial de R$ 144.990. O lançamento representa o terceiro modelo apresentado pela marca no mercado nacional desde março, período em que montadoras chinesas intensificaram a oferta de veículos tecnológicos para disputar espaço direto com marcas ocidentais tradicionais.

Valores e configurações disponíveis da linha no mercado nacional

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  • Caoa Changan CS55 Prime: R$ 144.990
  • Caoa Changan CS55 Infinity: R$ 154.990
  • Caoa Changan CS55 PHEV: R$ 189.990 na reserva antecipada

O comércio local começou exclusivamente com as opções Prime e Infinity, ambas equipadas com motorização a combustão pura. Quem busca o modelo PHEV precisa efetuar um adiantamento financeiro nos revendedores, já que os lotes dessa configuração desembarcam posteriormente. A produção das unidades ocorre em Anápolis, no estado de Goiás, planta onde a Caoa opera em regime CKD e monta também os utilitários esportivos Caoa Chery Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8, além de comercializar o Uni-T por R$ 175 mil e o CS75 por R$ 180 mil.

Essa tabela financeira coloca o automóvel em disputa simultânea contra compactos tradicionais como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V, atingindo também Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e a variante ecológica BYD Song Pro.

A carroceria adota traços minimalistas com grade sem bordas e faróis estreitos de LED unidos por iluminação horizontal. A traseira repete soluções visuais vistas no Tiggo 8, incluindo saídas decorativas de escape e bloco óptico unificado.

Diferente de rivais da China que apostam diretamente na eletrificação, a novidade traz motor 1.5 turbo flex de 16 válvulas com injeção direta, gerando 180 cv de potência e 29,2 kgfm de torque. A transmissão utiliza sistema automatizado de dupla embreagem banhado a óleo de sete velocidades. A engenharia adotada difere da caixa automática epicíclica de oito marchas aplicada no CS75.

A futura versão híbrida plug-in manterá o bloco 1.5 ajustado em ciclo Miller e somado a uma unidade elétrica frontal, gerando 286 cv e 47 kgfm conjuntos com acumulador de 18,4 kWh. A empresa registrou capacidade de recarga de 6,6 kW em corrente alternada e média de 42,2 km/l.

Desenvolvido sobre a arquitetura ARK, o utilitário exibe 4,55 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,67 m de altura e entre-eixos de 2,66 metros. O compartimento de carga acomoda 525 litros no padrão VDA e conta com acionamento remoto na chave presencial. O modelo traz estepe temporário.

Em comparação direta de porte, a carroceria supera o Jeep Compass em 15 centímetros no comprimento total e o Toyota Corolla Cross em 9 centímetros. O habitáculo preserva amplitude física para cabeças e pernas de adultos altos no assento posterior.

O chão elevado para abrigar baterias híbridas reduz o apoio das pernas dos passageiros traseiros, embora a área ofereça difusor de ar-condicionado, porta USB do tipo A e acabamento têxtil.

O interior entrega painel totalmente emborrachado com componentes acolchoados e duas telas que somam 24,9 polegadas, integrando painel de instrumentos de 10,3 polegadas e central multimídia de 14,6 polegadas conectada a Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O padrão supera o acabamento dos concorrentes diretos.

O monitor central reúne comandos de climatização bizona, ajustes dos retrovisores e abertura do teto panorâmico, além de coordenar o pacote Adas com frenagem autônoma, piloto automático adaptativo e seis airbags de proteção. A tela concentra tudo.

Na pista do Rota 127 Campo de Provas, em Tatuí, no interior de São Paulo, o posto de comando mostrou assentos elétricos confortáveis e console central elevado com indução para bateria de smartphone. A transmissão acionada na coluna de direção ativa câmeras com projeção de 540 graus.

O torque total de 29,2 kgfm impulsiona os 1.466 kg de peso do utilitário com agilidade satisfatória. Em teste de aceleração, o modelo foi de zero a 100 km/h em 7,8 segundos, superando o Jeep Compass T270 e o Corolla Cross 2.0 flex.

A vantagem temporal frente aos concorrentes com motores 1.0 turbo chega a quase quatro segundos completos. Os modos de condução Eco, Normal e Sport trazem alterações sutis nas respostas mecânicas.

A suspensão traseira multilink e os pneus 225/55 R19 filtram bem o asfalto, trabalhando junto ao vão livre de 18,8 centímetros para equilibrar conforto de rodagem e estabilidade lateral. O índice supera os 16,1 cm do utilitário da Toyota.

A carroceria mantém controle de inclinação em curvas rápidas sobre pista plana e o isolamento acústico reduz ruídos na cabine. A rodagem ocorreu somente em circuito fechado.

Os registros oficiais do Inmetro apontam rendimento energético de 10,4 km/l no tráfego urbano e 12,1 km/l nas rodovias com gasolina. Os índices equivalem aos números verificados no rival Jeep Compass T270 MHEV.

A calibração do pedal de freio mostrou resposta excessivamente suave durante os testes em pista, registrando 49,6 metros percorridos entre 100 km/h e a parada total em veículo avaliado com apenas 75 km rodados. O Jeep Compass precisou de 43,6 metros.

A relação de custo e benefício coloca o modelo como opção direta contra utilitários de porte menor e médio que cobram valores semelhantes no comércio brasileiro. A rede da marca conta com 37 lojas em atividade e planeja atingir 60 pontos autorizados até o término do calendário.

Histórico global e dados técnicos do projeto fabril

  • Apresentação global original do CS55 na China em 2017 e comercialização atual em 55 países
  • Segunda geração automotiva com atualização visual intermediária para entrada no Brasil
  • Volume acumulado superior a 1 milhão de unidades vendidas ao longo de nove anos de produção
  • Aplicação de R$ 5 bilhões na fábrica de Goiás pela Caoa para montagem dos modelos CS55, CS75 e Uni-T
  • Denominação comercial mantida como Uni-S em mercados específicos do Oriente Médio

O cronograma de manutenção prevê revisões programadas a cada 10 mil km ou 12 meses, incluindo troca de lubrificante e elementos filtrantes, com garantia total de fábrica estipulada em sete anos ou 150 mil quilômetros.

 

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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