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O Exército dos Estados Unidos formalizou em 18 de setembro de 2026 o plano de reconstrução do principal porto de Palau para abrigar navios militares em um arquipélago estratégico do oceano Pacífico. A infraestrutura portuária planejada para receber as tropas americanas foi erguida pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

A população local encaminhou um documento com 2.000 assinaturas ao Congresso de Palau para exigir medidas de proteção contra eventuais conflitos armados entre potências globais.

Bases para fuzileiros e radares avançam no território insular

Ira EUA Missel guerra – Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

Foto: Ira EUA Missel guerra – Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

Localizado a 800 quilômetros a oeste do Mar da China Meridional, o território também receberá um depósito de suprimentos dos fuzileiros navais, obras de desmatamento para instalação de radar militar e a extensão de uma pista aérea para receber aviões pesados. O fundador do Congress Point Institute, Ongerung Kambes Kesolei, explicou que a presença das Forças Armadas transforma as ilhas em alvo direto na chamada segunda cadeia de contenção marítima. A moradora Madelsar Ngiraingas relatou o medo compartilhado por vizinhos ao lembrar as histórias de fuga contadas por parentes durante os confrontos históricos na região.

O país possui 458 quilômetros quadrados.

Impacto ambiental atinge corais e espécies marinhas protegidas

A dragagem planejada para o cais de Malakal destruirá 4,26 hectares de corais nas águas de Koror, classificadas como Patrimônio Mundial pela Unesco. Biólogos e operadores turísticos alertaram que o tráfego pesado de embarcações afasta os dugongos e coloca em perigo os estoques locais de tartarugas e peixes.

O presidente de Palau, Surangel Whipps, defendeu a obra ao afirmar que a instalação comercial corria perigo de colapso estrutural. Autoridades dos Estados Unidos sustentam a parceria sob o tratado de livre associação, mecanismo que permite a cidadãos palauenses trabalhar em território americano sem visto em troca da concessão de terras. A Força-Tarefa Conjunta dos Estados Unidos na Micronésia informou que as novas docas ampliarão o trânsito mercante e garantirão capacidade logística para operações de defesa.

Em reuniões públicas com moradores de Koror, representantes navais dos Estados Unidos informaram que o novo cais não terá terminal de passageiros.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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