Governo detecta 97 perfis com falsos médicos gerados por IAPor Carolina Costa
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O Ministério da Saúde identificou 97 contas ativas com médicos fictícios operados por inteligência artificial em plataformas digitais entre 1º de janeiro de 2026 e 10 de julho de 2026. As páginas simulavam profissionais reais para oferecer formulações sem comprovação científica e promessas descabidas de cura.
Auditoria monitora postagens no programa Saúde com Ciência
O programa Saúde com Ciência atuou.
A apuração interna localizou materiais que divulgavam credenciais falsas para atrair a confiança de pessoas em busca de atendimento médico imediato. Muitos conteúdos promoviam receitas sem base técnica diretamente nas redes sociais. O monitoramento contínuo dos técnicos revelou que diversas publicações usavam recursos audiovisuais automatizados com objetivo exclusivo de convencer o público sobre a eficácia de terapias alternativas que nunca passaram por nenhum tipo de teste clínico em laboratórios credenciados.
Órgãos federais recebem relatórios com dados dos perfis
O Ministério da Saúde enviou o levantamento completo para a Advocacia-Geral da União, para a Polícia Federal e para o Conselho Federal de Medicina. As representações formais cobram medidas punitivas contra os criadores dessas páginas virtuais.
- A Advocacia-Geral da União acionou plataformas para conter a disseminação dos vídeos.
- A Polícia Federal recebeu os dados para instaurar inquéritos contra os responsáveis técnicos.
- O Conselho Federal de Medicina analisa o uso indevido de registros profissionais em publicações online.
A Advocacia-Geral da União notificou a plataforma YouTube para exigir a exclusão imediata dos arquivos enganosos.
Notificação solicita controle de material no YouTube
O pedido enviado ao YouTube determina a remoção urgente das gravações que apresentam avatares manipulados no lugar de pessoas reais. A petição prevê também a inserção de rótulos explicativos nos vídeos mantidos no ar para alertar os usuários.
Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, afirmou que as páginas provocam um “grave risco à saúde pública”, sobretudo para os idosos. O gestor declarou que materiais fraudulentos acumulam audiência expressiva sem fiscalização profissional. O público da terceira idade costuma ser o alvo mais frequente dessas publicações eletrônicas.
Orientações oficiais desaconselham interrupção de consultas
A pasta ministerial orienta os pacientes a manterem acompanhamento com médicos de verdade em postos de atendimento.
A automedicação baseada em instruções de robôs representa perigo direto ao bem-estar e retarda diagnósticos essenciais. Os informes federais advertem que o abandono precoce de terapias receitadas agrava quadros clínicos preexistentes.







