Tsunami meteorológico atinge o litoral de Santa CatarinaPor Beatriz
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A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou a passagem de um tsunami meteorológico em 21 de setembro de 2026, data em que gravações divulgadas por moradores registraram a força da água invadindo ruas próximas às residências costeiras.
A subida repentina das águas provocou alagamentos imediatos, cobriu pistas com areia, danificou estruturas de imóveis e arrastou barcos atracados nas cidades de Jaguaruna, Imbituba e Laguna durante a forte agitação marítima. Casas registraram estragos na região.
Condições atmosféricas anormais impulsionam ondas até a orla
O tsunami meteorológico decorre de mudanças atmosféricas severas capazes de alterar o volume da água na costa. Essa manifestação difere de maremotos causados por falhas tectônicas ou terremotos no fundo oceânico. O processo físico atua direto na superfície costeira.
A perturbação sobre o oceano tem origem em variações abruptas na pressão do ar combinadas com fortes rajadas de vento que desestabilizam a superfície marinha.
As oscilações geradas pela instabilidade viajam pelo mar aberto até encontrarem a faixa de terra firme. Nesse ponto de contato, a massa líquida ganha altura e avança com rapidez sobre a orla.
A invasão do oceano sobre a praia assemelha-se visualmente aos tsunamis comuns, embora sua propulsão responda exclusivamente à força dos ventos e do clima.
O tempo deve manter volumes concentrados de chuva no norte catarinense em 22 de setembro, período marcado pelo ingresso de ar frio no território meridional. Os termômetros caem ainda mais em 23 de setembro, com risco de formação de geada nas partes altas da Serra Catarinense.







