A versão GS do BYD Atto 2 DM-i atingiu a marca de 22,2 km/l na estrada durante avaliação em pista divulgada na quinta-feira (24), alcançando uma autonomia combinada projetada de até 1.171 km. Montado no polo automotivo de Camaçari, na Bahia, o veículo representa o primeiro utilitário esportivo compacto do mercado brasileiro equipado com conjunto híbrido plug-in flex, que aceita gasolina ou etanol e permite recarga externa na tomada.
O desempenho consolida a ofensiva da fabricante chinesa no segmento de veículos compactos, voltada a concorrer com modelos tradicionais a combustão, como Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, a integração das engenharias visou unir a eletrificação ao mercado nacional: “Nossos times de engenharia no Brasil e na China trabalharam juntos para unir a nossa liderança global em eletrificação à vocação brasileira para os biocombustíveis. Apresentar o BYD Atto 2 agora reforça o Brasil como um polo estratégico para o futuro da nossa mobilidade. Queremos entregar a melhor experiência da tecnologia DM-i no segmento que mais cresce no País”.
Consumo e autonomia aferidos no teste
No circuito urbano da avaliação rodoviária, o utilitário registrou a marca de 166,7 km/l com gasolina, reflexo da atuação prioritária da tração elétrica com suporte da bateria no percurso de baixa velocidade. Ao rodar em rodovia, onde a exigência sobre o motor a combustão aumenta de forma contínua, o veículo sustentou média de 22,2 km/l, o que resulta em uma autonomia estimada de 999 km apenas com o tanque de 45 litros. Somada à reserva elétrica projetada para perímetros urbanos, a capacidade total de deslocamento sem necessidade de reabastecimento ou conexão à tomada chega a 1.171 km.
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A tecnologia híbrida plug-in flex DualMode 5.0 (DM-i) combina um motor 1.5 aspirado flex, que gera 97 cv ou 98 cv de potência, a motores elétricos acoplados à transmissão automática e-CVT. O sistema alterna o funcionamento dos propulsores e regenera energia durante as frenagens e desacelerações, permitindo inclusive que o bloco a combustão atue na geração de eletricidade para manter a reserva das células de energia.
Desempenho mecânico e dinâmica de frenagem
Na medição de aceleração de zero a 100 km/h realizada na pista, o BYD Atto 2 GS precisou de 9,9 segundos para cumprir a prova, tempo superior aos 8,4 segundos divulgados pela ficha técnica oficial da montadora. O resultado reflete diretamente o peso total de 1.620 kg do utilitário, influenciado pelo volume do pacote de baterias posicionado na estrutura.
O peso elevado também determinou a distância necessária para imobilizar o carro. Na prova de frenagem partindo de 100 km/h até a parada completa, o utilitário esportivo percorreu 43,4 metros, apesar de contar com freios a disco instalados nas quatro rodas. Em relação à reposição de carga, o modelo opera exclusivamente com corrente alternada (AC), suportando até 3,3 kW na versão GL e até 6,6 kW na GS, sem compatibilidade com estações de carregamento rápido em corrente contínua (DC).
Preços de tabela e dados técnicos das versões
- BYD Atto 2 DM-i GL: preço de tabela oficial de R$ 166.660, potência combinada de 177 cv e bateria de 7,9 kWh
- BYD Atto 2 DM-i GS: preço sugerido de tabela de R$ 169.990, potência combinada de 197 cv e bateria de 18 kWh
- Consumo urbano aferido em teste: 166,7 km/l com auxílio do ciclo elétrico
- Consumo rodoviário aferido em teste: 22,2 km/l com gasolina
- Distância de parada de 100 km/h a zero: 43,4 metros
- Tempo de aceleração de zero a 100 km/h no teste: 9,9 segundos
- Meta comercial declarada pela montadora: 5.000 unidades mensais no varejo
Posicionamento comercial frente aos concorrentes
Construído a partir da mesma carroceria e arquitetura visual do elétrico Yuan Pro vendido anteriormente no país, o Atto 2 traz ajustes funcionais de refrigeração no para-choque frontal para abrigar a mecânica flex. A configuração topo de linha GS, tabelada em R$ 169.990, busca atrair compradores de utilitários esportivos compactos puramente a combustão de faixas de preço superiores, como o Volkswagen T-Cross Extreme com motor 1.4 turbo e o Hyundai Creta Ultimate com propulsor 1.6 turbo.
A estratégia fabril começou com montagem inicial no polo baiano de Camaçari em regime SKD, no qual partes do veículo chegam semidesmontadas do exterior. Para sustentar a ambição de liderança no varejo de utilitários esportivos compactos, a fabricante estabeleceu a meta de comercializar 5.000 unidades por mês no mercado brasileiro. Ainda não há confirmação sobre o atingimento real desse volume mensal de emplacamentos frente à concorrência consolidada nas vendas a pessoas físicas.
O encerramento do prazo promocional de faturamento e das condições de desconto anunciadas para vendas diretas e varejo ocorre na quarta-feira, 30 de setembro de 2026.

