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BYD tira painel de instrumentos do novo Dolphin Mini

BYD Dolphin Mini - DarthArt/istockphoto.com
BYD Dolphin Mini - DarthArt/istockphoto.com

A montadora chinesa BYD apresentou em Shenzhen, na China, os esboços oficiais do interior da segunda geração do compacto Dolphin Mini, comercializado no mercado chinês como Seagull. Os desenhos confirmam a retirada do quadro de instrumentos tradicional localizado atrás do volante, concentrando a exibição do velocímetro, do odômetro e dos demais dados de condução diretamente na tela da central multimídia flutuante.

O diretor-geral da divisão de vendas da linha Ocean da BYD, Zhang Zhuo, comentou o resultado estético do veículo ao publicar os conceitos de desenvolvimento da marca. Segundo o executivo, “o interior espaçoso, com seus detalhes refinados e acabamento meticuloso, é verdadeiramente impressionante”, em tradução livre.

Mudanças na cabine e novo arranjo dos comandos

O painel de instrumentos foi completamente redesenhado para receber a central multimídia em posição fixa no centro, perdendo a função giratória motorizada presente em outros veículos da montadora. O visor passa a ter proporções maiores do que as 10,1 polegadas do modelo anterior, assumindo a função primária de informar a velocidade e a carga da bateria.

A direção adota um volante com desenho de dois raios multifuncional. A alavanca seletora de marchas foi retirada do painel e instalada na coluna de direção em formato de haste, liberando espaço na área inferior. O console central passa a exibir estrutura elevada em dois níveis em estilo ponte, equipada com carregador de celular por indução, dois porta-copos e uma faixa reduzida de botões físicos para comandos essenciais de climatização e segurança.

Novo BYD Dolphin Mini tem mudança polêmica confirmada na cabine - Divulgação
Novo BYD Dolphin Mini tem mudança polêmica confirmada na cabine – Divulgação

Especificações técnicas e dimensões homologadas

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China registrou os dados de homologação do novo compacto, indicando que o veículo cresceu em todas as direções e agora comporta cinco passageiros em vez de quatro:

  • Comprimento: 4.205 mm (acréscimo de 42,5 cm sobre os 3.780 mm da primeira geração)
  • Distância entre-eixos: 2.650 mm (ganho de 15 cm em comparação aos 2.500 mm anteriores)
  • Largura: 1.810 mm
  • Altura: 1.570 mm
  • Potência do motor dianteiro: 95 kW (equivalente a uma faixa entre 127 cv e 129 cv)
  • Velocidade máxima homologada: 150 km/h (ante os 130 km/h do antecessor de 75 cv)
  • Capacidade das baterias LFP: opções de 30 kWh e 39,2 kWh fornecidas pela subsidiária FinDreams
  • Autonomia no ciclo chinês CLTC: 320 km para a versão de 30 kWh e 420 km para o conjunto de 39,2 kWh
  • Ocupação: homologado para transportar 5 ocupantes

Posicionamento comercial e expansão de porte

Com os 4.205 mm de comprimento registrados no órgão governamental chinês, a nova geração supera o Dolphin GS em comprimento, mantendo apenas a distância entre-eixos ligeiramente inferior, já que o Dolphin GS possui 2.700 mm contra os 2.650 mm do novo modelo. Conhecido informalmente na China pela designação Great Seagull, o automóvel aumentou de tamanho para disputar vendas diretamente com o hatch elétrico Geely EX2, chamado na China de Geely Xingyuan.

A fabricante também incluiu nos registros técnicos a possibilidade de instalação de sensor LiDAR no teto da carroceria, componente voltado para o sistema de direção semiautônoma DiPilot 300 desenvolvido pela marca.

Cronograma e convivência de modelos no Brasil

A apresentação do habitáculo ocorreu na quinta-feira (24), dois dias após Zhang Zhuo divulgar na rede social Weibo as primeiras ilustrações das linhas externas do hatch, exibindo faróis dianteiros alongados e novas lanternas traseiras.

Para o mercado brasileiro, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, Alexandre Baldy, informou que o modelo tem previsão de lançamento estimada para 2028. De acordo com o planejamento da fabricante, a nova geração conviverá comercialmente com o Dolphin Mini atual, que tem produção programada para o complexo fabril de Camaçari, no estado da Bahia.

A montadora ainda não divulgou a medida exata em polegadas da nova tela central multimídia nem a tabela de preços do compacto para o mercado asiático. Permanece indefinido se as unidades destinadas ao mercado brasileiro em 2028 serão importadas da China ou se a linha de montagem de Camaçari receberá investimentos para nacionalizar a nova carroceria.

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