Pesquisa na formação Durupınar aponta anomalias a 9 metros
Pesquisadores da Universidade Sivas Cumhuriyet e da organização Noah’s Ark Scans iniciaram perfurações de até 18 metros de profundidade na formação Durupınar, no leste da Turquia. A estrutura geológica mede 157 metros de comprimento horizontal, situa-se no distrito de Doğubayazıt e tem formato semelhante ao de uma grande embarcação, o que atrai expedições científicas desde meados do século passado.
- Equipe científica obteve autorização oficial do governo turco para perfurar o subsolo
- Varreduras geofísicas detectaram compartimentos com ângulos retos a 9 metros de profundidade
- Análises em mil amostras indicaram concentração orgânica três vezes maior dentro da estrutura
- Equipamento mecânico quebrou ao atingir material subterrâneo mais resistente que calcário
O diretor da pesquisa de campo, Cenker Atila, professor e arqueólogo da Universidade Sivas Cumhuriyet, coordena o uso de georradar, tomografia de resistividade elétrica e tecnologia LiDAR para mapear o subsolo sem a necessidade de escavações abertas imediatas. Esses levantamentos revelaram anomalias com compartimentos a 9 metros sob a superfície. Além disso, análises químicas feitas em mil amostras colhidas em 150 pontos da estrutura identificaram concentração de matéria orgânica quase três vezes superior em comparação ao terreno externo, indicando alterações no sedimento interior.
Perfurações na formação Durupınar e anomalias subterrâneas
Durante a fase de perfurações iniciada em setembro de 2026, a broca do maquinário mecânico quebrou entre 4 e 5 metros de profundidade ao atingir uma barreira física inesperada. “O que quer que a broca de perfuração tenha atingido era mais duro que calcário, duro o suficiente para quebrar a broca”, afirmou o vice-presidente do projeto de pesquisa, Andrew Jones, em tradução livre. A equipe levantou a hipótese de que a camada densa seja madeira petrificada, mas não há confirmação laboratorial independente nem estudo revisado por pares.
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A comunidade geológica sustenta que a formação Durupınar, identificada em fotos aéreas em 1959 pelo capitão İlhan Durupınar a 30 quilômetros ao sul do Monte Ararat, é um monumento natural esculpido por erosão e fluxos de lama. O reitor Ahmet Şengönül acompanha os trabalhos, e o próximo passo do projeto prevê a inserção do robô explorador Gopher pelos dutos de sondagem para captar imagens das cavidades internas.

