Toyota aprova fábrica de US$ 1,3 bilhão na Argentina pelo regime de incentivos RIGI

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A montadora Toyota obteve a aprovação do governo argentino para investir US$ 1,341 bilhão na construção de uma nova fábrica de veículos eletrificados em Zárate, na província de Buenos Aires. O montante, equivalente a cerca de R$ 7 bilhões, representa o maior investimento da história da indústria automotiva da Argentina e se tornou a primeira proposta do setor aprovada pelo Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI). A iniciativa prevê a movimentação de até 6.200 postos de trabalho entre as fases de obras e operação industrial.

O anúncio da aprovação regulatória ocorreu na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por meio do Comitê Avaliador do RIGI. O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, informou que o empreendimento trará uma tecnologia até então inédita na linha de montagem local. “Com um investimento de US$ 1,341 bilhão, o maior investimento da história na indústria automotiva argentina. Trata-se de uma nova fábrica de produção de um veículo 100% eletrificado, tecnologia hoje não fabricada no país”, declarou Caputo, em tradução livre.

Incentivos fiscais do RIGI viabilizam o aporte da Toyota

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Foto: Toyota – dvoevnore/ Shutterstock.com

A inclusão no Regime de Incentivo para Grandes Investimentos, instituído pela Lei 27.742, foi apontada pela montadora japonesa como uma condição determinante para manter a viabilidade econômica do empreendimento em solo argentino. O enquadramento na legislação concede benefícios específicos a grandes projetos industriais, incluindo uma alíquota reduzida de 25% no imposto de renda, incentivos para operações alfandegárias e cambiais, além de um período de estabilidade regulatória fixado em 30 anos. O presidente e CEO da Toyota Argentina, Gustavo Salinas, destacou a importância das regras fiscais. “O RIGI era determinante para este nível de investimento”, disse o executivo, em tradução livre.

A adesão formalizada pelas autoridades argentinas não encerra os trâmites administrativos da empresa, mas funciona como a etapa regulatória necessária para destravar os recursos externos. “A adesão ao RIGI representa um marco fundamental para o projeto e permite avançar no processo de aprovação final por parte da Toyota. Também reflete o potencial da Argentina para seguir fortalecendo seu papel como plataforma estratégica de produção e exportação de veículos para toda a América Latina”, afirmou Salinas, em tradução livre, por meio de comunicado oficial da companhia.

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Quais modelos a Toyota vai fabricar na nova planta de Zárate?

O complexo industrial da Toyota em Zárate opera desde 1997 e concentra as linhas de montagem da picape Hilux e do utilitário esportivo SW4, além da van Hiace, montada sob regime especial. Informações do setor automotivo no país indicam a existência de outro plano de US$ 400 milhões, executado fora do regime de incentivos, destinado ao desenvolvimento de versões eletrificadas da própria Hilux. Para a nova estrutura de US$ 1,341 bilhão sob o RIGI, contudo, a montadora ainda não divulgou oficialmente qual modelo sairá das linhas de montagem, aguardando as definições finais da matriz no Japão.

Existe uma divergência técnica entre as declarações oficiais do governo e os comunicados corporativos sobre o tipo de veículo previsto. O ministro Luis Caputo divulgou que a unidade será dedicada à produção de um modelo cem por cento eletrificado. Por outro lado, o posicionamento oficial da Toyota Argentina adotou a descrição de veículo eletrificado, classificação que na engenharia automotiva abrange tanto sistemas totalmente movidos a bateria quanto conjuntos híbridos combinados a motores a combustão interna.

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Projeção de vendas externas e divisão das vagas de trabalho

A estratégia de mercado da nova fábrica é orientada predominantemente ao comércio exterior. Cerca de 70% de todo o volume produzido na nova estrutura de Zárate terá como destino o mercado internacional, com projeção de receitas de exportação da ordem de US$ 1,280 bilhão por ano. Esse faturamento deve abastecer diferentes mercados da América Latina, ampliando a relevância da operação instalada na província de Buenos Aires.

O impacto na ocupação de mão de obra foi calculado em 6.200 postos diretos e indiretos, distribuídos em momentos distintos da instalação fabril. Na fase de construção da infraestrutura, os cálculos oficiais apontam a geração de aproximadamente 3.600 empregos diretos e indiretos. Após a conclusão dos prédios industriais e o início das linhas de montagem, a etapa operacional passará a sustentar cerca de 2.600 postos diretos e indiretos na rotina da unidade.

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Dados principais da nova fábrica da Toyota em Zárate

  • Volume do investimento aprovado pelo comitê do RIGI: US$ 1,341 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões)
  • Receita estimada com exportações: US$ 1,280 bilhão por ano, com 70% da produção enviada ao mercado externo
  • Empregos projetados: 3.600 postos diretos e indiretos nas obras e 2.600 postos na fase de operação industrial
  • Localidade das instalações: complexo de Zárate, na província de Buenos Aires, em operação desde 1997
  • Data da aprovação no comitê governamental: quarta-feira, 30 de setembro de 2026
  • Marco legal de incentivos: Lei 27.742 (RIGI), com estabilidade regulatória de 30 anos e alíquota de 25% de imposto de renda

O cronograma de obras, as datas para início da montagem comercial e a capacidade produtiva anual da nova instalação fabril ainda não foram divulgados pela Toyota Argentina. A liberação do calendário de execução e as especificações técnicas da planta dependem da deliberação final da diretoria executiva na sede mundial da montadora, localizada no Japão, após a validação regulatória obtida junto às autoridades argentinas.

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