TSE registra 205 mil acessos em simulador da urna com seis votos

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Urna eletrônica - Tribunal Superior Eleitoral/TSE/Arquivo Foto: Urna eletrônica - Tribunal Superior Eleitoral/TSE/Arquivo

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza em seu portal na internet um sistema informatizado que simula o funcionamento exato da urna eletrônica para orientar a população sobre o rito de votação. A página prepara os votantes para a digitação de seis escolhas consecutivas durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para o domingo, 4 de outubro de 2026, das 08:00 às 17:00, seguindo o horário de Brasília.

O aplicativo reproduz o painel frontal do terminal oficial e registrou a marca de 205.789 acessos durante a fase preparatória para o comparecimento às urnas. A ferramenta prática auxilia o conjunto de 158,7 milhões de cidadãos aptos a exercer o voto em todo o território nacional a memorizar a localização das teclas e a sequência exata das funções que serão definidas nas urnas.

Sequência numérica de preenchimento dos postos em disputa na cabine

Quem comparecer aos colégios eleitorais terá de confirmar escolhas para cinco mandatos políticos diferentes, o que exige o registro de seis códigos numéricos sucessivos no teclado do equipamento. Esse procedimento demanda atenção visual dos cidadãos, uma vez que o processo começa pelos cargos do Poder Legislativo e termina com a definição dos representantes dos poderes executivos estaduais e nacional.

Urna eletrônica, Votação - Marcio Binow Da Silva/ istockphoto.com
Foto: Urna eletrônica, Votação – Marcio Binow Da Silva/ istockphoto.com

A estrutura de votação regulamentada pela Justiça Eleitoral para o primeiro turno de 2026 estabelece uma ordem fixa de confirmação numérica para cada função em disputa:

  • Deputado federal: 4 dígitos
  • Deputado estadual ou distrital: 5 dígitos
  • Senador (primeira vaga): 3 dígitos
  • Senador (segunda vaga): 3 dígitos
  • Governador: 2 dígitos
  • Presidente da República: 2 dígitos

Logo após a composição dos números no teclado, o monitor do terminal exibe o retrato colorido, o nome completo e a sigla partidária de quem concorre à respectiva vaga pública. Nas definições de mandato para o Senado, governo estadual e Presidência da República, o painel também apresenta as fotografias e identificações dos suplentes e candidatos a vice-governador e vice-presidente antes do acionamento final da tecla de validação.

Escolha obrigatória de dois nomes distintos para as vagas de senador

Durante o pleito de 2026, as regras da Justiça Eleitoral exigem que cada votante indique dois concorrentes obrigatoriamente diferentes na apuração para o Senado. Se a mesma numeração partidária for inserida nas duas etapas reservadas aos representantes do Senado, a urna valida apenas o primeiro voto computado e anula automaticamente o segundo registro, cancelando a duplicidade.

Essa sistemática decorre da renovação simultânea de 54 cadeiras do Senado em 2026, montante que equivale a dois terços do total de 81 parlamentares que integram o parlamento federal. Como a Constituição Federal determina que os mandatos de oito anos sejam alternados a cada quatro anos entre frações de um terço e dois terços, o preenchimento de dois assentos senatoriais por estado e pelo Distrito Federal repete o formato adotado anteriormente na disputa geral ocorrida em 2018.

Leia também: Local de votação das Eleições 2026 pode ser consultado no e-Título e no TSE

Ferramenta virtual traz candidatos fictícios e recursos de acessibilidade

O simulador oficial do Tribunal Superior Eleitoral opera sem cobrança de taxas diretamente em navegadores instalados em computadores de mesa, tablets e aparelhos celulares. Para assegurar total neutralidade institucional e não veicular qualquer tipo de propaganda político-partidária real, o software utiliza agremiações e candidaturas inventadas, organizadas em legendas como Partido dos Esportes e Ritmos Musicais.

Ao navegar pelo terminal eletrônico de testes, o usuário aciona botões que reproduzem as funções das teclas físicas instaladas nas seções, incluindo o comando Branco para registrar ausência de voto, o botão Corrige para cancelar números digitados incorretamente e o Confirma para gravar o voto. O modelo eletrônico de votação, introduzido gradativamente no sistema público a partir de 1996, conta com um mecanismo temporizador de proteção adotado desde 2022, no qual a tecla verde fica travada por um segundo enquanto uma mensagem de aviso solicita a conferência atenta da tela antes da conclusão do envio.

A página interativa disponibilizada pelo órgão judiciário incorpora igualmente os mecanismos de inclusão presentes nas cabines de todas as zonas eleitorais do país. O ambiente digital oferece instruções sonoras com voz sintetizada para guiar eleitores cegos ou com baixa visão durante a digitação no teclado, além de incluir janelas com intérprete da Língua Brasileira de Sinais em vídeo para o público surdo.

Uso de papel anotado substitui aparelhos móveis na seção eleitoral

A regulamentação eleitoral veda de forma terminante a entrada do cidadão na cabine de votação portando telefones celulares, máquinas fotográficas, filmadoras ou equipamentos de comunicação capazes de registrar as telas e comprometer o sigilo legal do voto. Por essa imposição, a Justiça Eleitoral orienta que as pessoas façam simulações prévias e levem para o momento da votação apenas um papel escrito à mão com os números de suas escolhas, chamado de colinha eleitoral.

Nos estados e no âmbito federal onde nenhum dos concorrentes ao Poder Executivo atingir mais da metade dos votos válidos no primeiro domingo de votação, haverá realização de segundo turno. A nova fase do pleito está agendada para domingo, 25 de outubro de 2026, também entre 08:00 e 17:00 no horário de Brasília, ocasião em que a urna receberá unicamente os números para os cargos majoritários de governador e presidente da República.

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