Carol de Toni e Carlos Bolsonaro vencem disputa pelo Senado em SC

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Carlos Bolsonaro - Reprodução/Instagram Foto: Carlos Bolsonaro - Reprodução/Instagram

Os deputados Caroline Rodrigues de Toni e Carlos Nantes Bolsonaro, ambos filiados ao Partido Liberal, conquistaram as duas cadeiras destinadas a Santa Catarina no Senado Federal neste domingo (4). Com mais de 93,8% das seções apuradas no estado, a confirmação matemática ocorreu no início da noite, definindo a composição da bancada catarinense para a próxima legislatura.

A deputada federal Carol de Toni registrou 33,43% dos votos válidos e estabeleceu a maior votação nominal para uma senadora na história do estado. O ex-vereador Carlos Bolsonaro obteve a segunda vaga ao alcançar 25,21% da preferência do eleitorado catarinense, somando cerca de 1,9 milhão de votos em sua primeira disputa legislativa fora da capital fluminense.

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Apuração oficial define resultado das duas vagas para o Senado em Santa Catarina

O resultado consolidado pelo sistema eleitoral alterou a configuração política da bancada catarinense em Brasília e impediu a permanência de nomes tradicionais. O senador Esperidião Amin Helou Filho, do Progressistas, tentava a reeleição mas terminou em terceiro lugar na disputa, obtendo 15,36% dos votos válidos após a contagem de 93,84% das urnas em território catarinense.

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A quarta posição ficou com o candidato Décio Lima, do Partido dos Trabalhadores, que alcançou 10,26% dos votos apurados na mesma etapa do processamento eleitoral. As duas vagas preenchidas no pleito eram ocupadas por Esperidião Amin e pela senadora Ivete da Silveira, do Movimento Democrático Brasileiro, que havia assumido o posto em 2023 como suplente após a eleição do atual governador de Santa Catarina, Jorginho dos Santos Mello.

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O desempenho das principais candidaturas na contagem que confirmou a eleição registrou os seguintes índices nominais:

  • Carol de Toni (PL): 33,43% dos votos válidos
  • Carlos Bolsonaro (PL): 25,21% dos votos válidos
  • Esperidião Amin (PP): 15,36% dos votos válidos
  • Décio Lima (PT): 10,26% dos votos válidos
  • Vagas totais em disputa no país: 54 das 81 cadeiras do Senado Federal
  • Duração do mandato parlamentar: 8 anos, com vigência de 2027 a 2035

Partido Liberal passa a ocupar três cadeiras catarinenses no Senado

Com a eleição simultânea dos dois correligionários da chapa pura, o PL alcançou o controle de todas as três representações de Santa Catarina no Senado Federal. A bancada já contava com o senador Jorge Seif Junior, eleito pelo partido em 2022 e cujo mandato permanece em vigor até o ano de 2031 no Congresso Nacional.

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A articulação eleitoral para a montagem da chapa pura exigiu negociações diretas coordenadas pelo governador Jorginho dos Santos Mello, presidente estadual da legenda. O plano inicial avaliado por lideranças partidárias no início de 2026 previa a formação de uma coligação entre Carol de Toni e o Progressistas de Esperidião Amin, mas divergências internas sobre a filiação e a inclusão de Carlos Bolsonaro alteraram a estratégia, consolidando a escolha de duas candidaturas próprias do mesmo partido.

A eleição de 2026 renovou dois terços da totalidade de membros da câmara alta federal em todo o território nacional. Em discursos sobre os planos da oposição antes da votação, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro declarou que uma composição partidária majoritária no Senado “mandará mais que o Planalto”. O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou anteriormente temer que a bancada oposicionista atuasse para “avacalhar” os trabalhos com relação às instituições e ao Supremo Tribunal Federal.

Trajetória dos senadores eleitos e composição das suplências

Caroline Rodrigues de Toni exerce atualmente o mandato de deputada federal, tendo sido a parlamentar mais votada do estado nas eleições de 2022. Advogada com 40 anos, ela passa a ser a segunda mulher a vencer uma eleição titular ao Senado Federal na história política catarinense, marca alcançada anteriormente apenas por Ideli Salvatti, do Partido dos Trabalhadores, na eleição geral realizada em 2002.

Carlos Bolsonaro, aos 43 anos, garante sua estreia no Congresso Nacional após cumprir sete mandatos consecutivos como vereador na cidade do Rio de Janeiro. O parlamentar renunciou ao posto no município fluminense e transferiu formalmente o seu domicílio eleitoral para Santa Catarina no fim de 2025 para viabilizar o lançamento da campanha ao Senado pela estrutura regional do PL catarinense.

As chapas eleitas definiram os nomes que atuarão na substituição dos titulares em casos de impedimento, licença médica ou nomeação para funções públicas durante os próximos oito anos. A chapa encabeçada por Carol de Toni indicou Geraldo Wetzel Neto, do Partido Novo, como primeiro suplente e Andrey Tomazi, do PL, na segunda suplência. A candidatura vitoriosa de Carlos Bolsonaro registrou como primeiro suplente Rafael Caleffi e como segundo suplente Balduino Rodrigues, ambos vinculados ao Partido Liberal.

Encerramento da apuração e posse no Congresso Nacional

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina ainda não concluiu a totalização de 100% das seções eleitorais instaladas nos municípios catarinenses, restando a consolidação matemática definitiva do número exato de votos apurados ao final de todo o processo de apuração.

A posse oficial de Caroline Rodrigues de Toni e de Carlos Nantes Bolsonaro no plenário do Senado Federal está programada conforme rito previsto na Constituição Federal para a segunda-feira, 1 de fevereiro de 2027, em sessão solene realizada em Brasília.

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