Flávio Bolsonaro e Lula avançam para votação final no dia 25 de outubro

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Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução - Arte/Agência Brasil Foto: Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução - Arte/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial. A confirmação ocorreu pelo Tribunal Superior Eleitoral após o encerramento da apuração do primeiro turno, realizado no domingo (4), sem que nenhum dos concorrentes atingisse a maioria absoluta dos votos válidos em todo o território nacional.

Com 99,99% das urnas apuradas pela corte eleitoral, Flávio Bolsonaro terminou na liderança ao receber 47,03% dos votos válidos, o que representa 56.104.268 votos nominais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou na segunda colocação ao registrar 45,16% dos votos válidos, somando 53.876.617 sufrágios. A nova votação que definirá o próximo chefe do Poder Executivo nacional está marcada para o dia 25 de outubro de 2026.

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Flávio Bolsonaro e Lula obtêm a menor diferença eleitoral desde a redemocratização

Eleição, urna
Foto: Eleição, urna – Marciobnws / Shutterstock.com

A margem de apenas 1,87 ponto percentual entre os dois líderes das urnas corresponde a aproximadamente 2,22 milhões de votos de distância e marcou um recorde histórico no processo político brasileiro. Trata-se da menor diferença numérica já computada entre o primeiro e o segundo colocado em uma rodada inicial de eleição para o Palácio do Planalto desde o retorno do país ao regime democrático. As pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera do pleito apontavam para empate técnico ou vantagem numérica estreita do candidato petista, mas a apuração consolidou a liderança do representante do Partido Liberal.

O cenário de equilíbrio acentuado superou os parâmetros observados na disputa de 2022. Naquela oportunidade, o primeiro turno mais disputado dos registros eleitorais até então havia terminado com Lula na liderança ao conquistar 48,43% da preferência popular, equivalente a 57.259.504 votos, enquanto Jair Bolsonaro fechara a apuração inicial com 43,20% dos sufrágios válidos, perfazendo 51.072.345 votos nominais. A distância entre os dois adversários naquela ocasião somou 5,23 pontos percentuais, estabelecendo uma separação de 6,18 milhões de votos entre o líder e o concorrente imediato.

Mapa de votação aponta divisões regionais e números da apuração oficial

A distribuição geográfica dos votos no território brasileiro revelou comandos eleitorais distintos entre os dois primeiros colocados. Flávio Bolsonaro obteve a vitória no Distrito Federal e em 14 estados, concentrando o seu desempenho eleitoral nas unidades da federação localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Por outro lado, Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa em 12 estados federativos, garantindo a sua principal base de sustentação nas regiões Nordeste e Norte durante a contagem dos votos computados pelo tribunal presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques.

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  • Flávio Bolsonaro (PL): 47,03% dos votos válidos (56.104.268 votos nominais)
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 45,16% dos votos válidos (53.876.617 votos nominais)
  • Total de eleitores aptos a votar no país: 158.745.463 cidadãos
  • Total de votos nulos registrados: 3.674.149 (2,93% do total)
  • Total de votos em branco computados: 2.300.781 (1,84% do total)
  • Votação do segundo turno: 25 de outubro de 2026
  • Posse do presidente da República eleito: 5 de janeiro de 2027

Declarações dos candidatos e posicionamento dos concorrentes derrotados

Logo após a confirmação matemática do resultado, os dois postulantes que avançaram à fase final comentaram o desfecho das urnas. Diante dos números apurados na primeira votação, Flávio Bolsonaro, que tem como candidato a vice-presidente o deputado federal Alfredo Gaspar, declarou publicamente que “está decretado o fim da era do PT”. Por sua vez, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja chapa mantém Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente da República, fez um apelo à mobilização popular ao avaliar o resultado: “Neste momento histórico do Brasil, o voto é necessário para a gente definir o futuro deste país”.

Enquanto as principais campanhas preparam a reorganização de palanques e agendas nos estados, outros concorrentes da primeira fase anunciaram afastamento imediato da disputa direta. O escritor Augusto Cury, candidato do Avante que acabou derrotado nas urnas, afirmou sobre a rodada decisiva que “eu me silencio completamente em relação aqueles que estarão no segundo turno”. A mesma postura de neutralidade foi declarada publicamente por Renan Santos, do partido Missão, que igualmente recusou apoiar qualquer um dos dois finalistas. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, ainda não oficializou adesão a nenhum dos lados da disputa e afirmou que consultará as lideranças internas de sua legenda antes de tomar uma decisão formal.

Os mais de 158 milhões de cidadãos aptos a participar do pleito voltam aos locais de votação no dia 25 de outubro de 2026 para definir o comando do governo federal. O candidato escolhido pela maioria dos eleitores assumirá o mandato no dia 5 de janeiro de 2027.

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