MetSul alerta para temporais e chuva forte no Sul e Centro-Oeste
A MetSul Meteorologia emitiu alerta para uma nova rodada de chuva forte e temporais isolados que atinge áreas do Sul e do Centro do país a partir desta segunda-feira (5). As instabilidades ganham intensidade especialmente em Santa Catarina e no Paraná, além de avançarem sobre o Centro-Oeste após o rastro de danos deixado pelas tempestades do último fim de semana.
De acordo com a análise do meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul Meteorologia, a formação de áreas de instabilidade sobre o Paraguai impulsiona nuvens carregadas em direção aos estados vizinhos. O risco de tempo severo generalizado é menor do que o observado no sábado (3) e no domingo (4), mas permanecem as condições para rajadas fortes de vento, descargas atmosféricas e queda localizada de granizo.
Paraná e Santa Catarina concentram maior risco de tempestades
O deslocamento da instabilidade coloca o território paranaense e o solo catarinense na rota principal das precipitações mais volumosas entre a tarde e a noite desta segunda-feira. Embora o potencial de destruição seja inferior ao registrado nas tempestades anteriores, pancadas fortes podem provocar alagamentos pontuais e transtornos na circulação viária de municípios paranaenses e do norte e oeste de Santa Catarina.
Os modelos meteorológicos indicam acumulados expressivos de chuva no Paraná ao longo dos primeiros dias da semana, com índices que devem oscilar de 100 mm a 200 mm em diferentes cidades do estado. O meteorologista destaca que o risco de granizo pontual e de vendavais atinge principalmente as regiões paranaenses, demandando cautela das defesas civis locais.
Instabilidade avança em direção a Mato Grosso do Sul e São Paulo
A mesma área de baixa pressão e umidade vinda do território paraguaio também se desloca para o Centro-Oeste, alcançando Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (5). Moradores do estado sul-mato-grossense enfrentam chance de chuva localmente torrencial com descargas elétricas e ventanias esparsas ao longo do período.
A projeção da MetSul Meteorologia indica ainda a possibilidade de as nuvens de chuva alcançarem pontos do interior do estado de São Paulo entre a tarde e o período noturno de 5 de outubro de 2026. Permanece em aberto a definição de quais municípios paulistas serão afetados diretamente pela linha de instabilidade e qual será o volume final das precipitações no território paulista.
Rio Grande do Sul tem chuva irregular na Metade Norte
Em território gaúcho, o padrão atmosférico se apresenta mais calmo em comparação com as regiões vizinhas. O sol aparece acompanhado por quantidade expressiva de nuvens altas, embora a nebulosidade aumente gradativamente com o decorrer das horas, mantendo as temperaturas amenas e sem indicativo de frio extremo.
A ocorrência de chuva e garoa fica restrita principalmente à Metade Norte do Rio Grande do Sul, nas áreas próximas ao limite geográfico com Santa Catarina. Não há previsão de eventos severos de grande porte para o estado, mesmo que pancadas isoladas de chuva forte acompanhadas por raios não estejam totalmente descartadas nessas localidades.
Danos e vendavais acima de 100 km/h marcaram o fim de semana
A nova rodada de tempo instável ocorre imediatamente após a passagem de uma frente fria que causou destruição no Sul do Brasil entre a tarde do sábado (3) e a madrugada do domingo (4). Vendavais severos destelharam residências e derrubaram árvores em várias cidades gaúchas, além de provocarem quedas no fornecimento de energia elétrica. O Paraná chegou a registrar 300 mil moradias sem eletricidade na madrugada de domingo, cenário que também atingiu consumidores em São Paulo durante o dia de votação.
As rajadas de vento registradas no Rio Grande do Sul atingiram velocidades elevadas nas estações de medição:
- São Borja: rajada máxima de 119 km/h
- Jóia: rajada máxima de 114 km/h
- Formigueiro e Encruzilhada do Sul: rajadas de 99 km/h
- São Gabriel e Tupanciretã: rajadas de 90 km/h
- Campos Borges: rajada de 89 km/h
- Porto Xavier e Maçambará: rajadas de 84 km/h
- Alegrete e Mormaço: rajadas de 80 km/h
