Temporais no Sul deixam quatro pessoas feridas e 6 mil desalojados
Temporais com granizo e vendavais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina deixaram quatro pessoas feridas e desalojaram mais de 6 mil moradores desde 25 de setembro de 2026. Os números foram confirmados nos relatórios oficiais divulgados pelas Defesas Civis estaduais no fim da tarde de segunda-feira (28). Ao todo, 96 municípios registraram ocorrências com danos materiais e transtornos estruturais, sem registro de mortes ou pessoas desaparecidas.
Balanço dos estragos causados pelos temporais no Sul
- Data do balanço consolidado: 28 de setembro de 2026, com fechamento às 18h
- Total de municípios atingidos: 78 cidades no Rio Grande do Sul e 18 em Santa Catarina
- Vítimas e desabrigados: 4 feridos, 63 desabrigados e 6.088 desalojados no território gaúcho
- Habitações danificadas: 4.982 imóveis no Rio Grande do Sul e 1.423 casas em Santa Catarina
Danos e transferências hospitalares no Rio Grande do Sul
No território gaúcho, a Defesa Civil contabilizou 83 ocorrências distribuídas por 78 municípios, com um total de 39.117 pessoas afetadas pelas intempéries. Quatro moradores sofreram ferimentos durante a passagem dos temporais: duas pessoas em Pontão, uma em Alegrete e uma em Capão do Cipó. As rajadas de vento superaram a marca de 70 km/h na tarde de segunda-feira (28), intensificando destelhamentos e provocando quedas de árvores e estruturas.
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O município de Santiago apresentou o quadro mais severo do estado, com 26 mil pessoas atingidas diretamente pelos estragos da precipitação de pedras de gelo. A cidade contabilizou 6 mil desalojados, 13 desabrigados e danos em 3 mil residências, além de avarias registradas em 20 escolas e em uma unidade de saúde. Em razão do comprometimento da infraestrutura predial, o Hospital de Caridade de Santiago restringiu os atendimentos ambulatoriais e precisou transferir pacientes internados e gestantes para hospitais de Santa Maria.
Em Alegrete, a chuva de granizo afetou mais de 2 mil moradores, deixando uma pessoa ferida e dez cidadãos desabrigados. O levantamento do município identificou avarias provocadas pelo impacto do granizo em 400 residências e em um estabelecimento público.
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Destelhamentos e emergência nos municípios de Santa Catarina
Em Santa Catarina, as tempestades provocaram estragos em 1.423 habitações e levaram sete prefeituras a decretar situação de emergência: Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim, São Domingos e Formosa do Sul.
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O município de Seara teve o maior número de residências atingidas no estado, somando mais de 808 moradias destelhadas pela tempestade de granizo. Três postos de saúde, dez escolas e quatro prédios da administração municipal também sofreram danos na cobertura. Em Santiago do Sul, a combinação de ventos fortes e granizo avariou 180 casas e estruturas públicas.
No município de Ponte Serrada, as pedras de granizo danificaram 100 imóveis entre o Centro, o Bairro Moroso e a Linha Alegre. Em Anita Garibaldi, o granizo atingiu a cidade durante a madrugada e provocou estragos em 89 habitações. Arabutã registrou 76 residências avariadas, Ipumirim somou 45 casas atingidas, São Domingos teve 37 moradias e dois aviários danificados, e Formosa do Sul confirmou danos em 27 casas. Na zona rural de Quilombo, 40 propriedades agrícolas foram atingidas, a queda de árvores interditou temporariamente trechos da rodovia SC-157 e postes derrubados deixaram quatro comunidades rurais sem energia elétrica.
Formação meteorológica do ciclone e instabilidade regional
A sequência de tempestades severas teve origem no choque entre uma massa de ar quente e úmido e áreas de instabilidade atmosférica sobre a Região Sul. Esse contraste térmico formou nuvens convectivas de grande altitude, capazes de gerar granizo e rajadas de vento intensas em curto intervalo de tempo.
O sistema foi agravado pela presença de uma área de baixa pressão associada à formação de um ciclone extratropical na costa do país, o que intensificou os ventos e manteve o transporte contínuo de umidade do mar em direção ao interior dos dois estados.
Cronologia das tempestades de granizo na Região Sul
- 25 de setembro de 2026 — Início da sequência de vendavais e instabilidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, provocando as primeiras quedas de árvores e destelhamentos pontuais.
- 27 de setembro de 2026 — Ocorrência das tempestades severas de granizo e ventania com destruição em larga escala no Oeste catarinense, atingindo mais de 800 casas em Seara.
- 28 de setembro de 2026 — Ventos superam 70 km/h no Rio Grande do Sul, granizo danifica 3 mil imóveis em Santiago e Defesas Civis fecham os boletins oficiais às 18h.
Atendimento humanitário e solicitações aos órgãos públicos
As cidades catarinenses impactadas iniciaram procedimentos de socorro imediato com distribuição de lonas plásticas, ação adotada emergencialmente em Anita Garibaldi logo após o temporal. Sete prefeituras formalizaram pedidos de Itens de Assistência Humanitária (IAH) ao governo de Santa Catarina: Santiago do Sul, São Domingos, Arabutã, Seara, Ipumirim, Anita Garibaldi e Formosa do Sul.
Os itens solicitados ao estado são destinados ao atendimento das famílias que perderam coberturas de casas e pertences pessoais durante as chuvas. As Defesas Civis municipais continuam o cadastramento de atingidos para o repasse de donativos, enquanto equipes de engenharia avaliam a estabilidade de encostas e a segurança dos imóveis públicos destelhados.

