Vendas de veículos leves crescem 16,16% em setembro e registram melhor acumulado desde 2011 no país
As vendas de veículos leves no mercado brasileiro cresceram 16,16% em setembro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 268.721 emplacamentos de automóveis e comerciais leves. O volume representa também um avanço de 2,13% frente a agosto, período que teve os mesmos 21 dias úteis para o comércio automotivo.
Os números oficiais constam no relatório divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta segunda-feira (5), a partir de dados consolidados de São Paulo. De acordo com a entidade, o resultado anual acumulado alcançou a segunda melhor marca da história do setor, ficando atrás apenas dos registros computados em 2011.
“O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito. Para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor, como o Move Brasil e Carro Sustentável, que têm reduzido preços e melhorado taxas de financiamento, continuam tendo peso importante na decisão do consumidor”, afirmou Arcelio Alceu dos Santos Junior, presidente da Fenabrave.
Números consolidados dos emplacamentos de veículos em setembro de 2026
- Total de automóveis e comerciais leves no mês: 268.721 unidades
- Divisão por categoria leve: 216.366 automóveis e 52.355 comerciais leves
- Mercado geral de veículos no mês: 509.686 unidades emplacadas
- Dias úteis computados: 21 dias
O volume acumulado de automóveis e comerciais leves licenciados entre janeiro e setembro de 2026 atingiu 2.156.499 unidades, indicando uma expansão de 19,32% sobre o mesmo intervalo de 2025. Esse montante assegura ao período o posto de segundo melhor desempenho histórico para os três primeiros trimestres do ano no setor de leves.
Quando somadas todas as categorias de veículos novos vendidas no território nacional, o que engloba caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários, o mercado bateu recorde absoluto para o mês de setembro. Ao todo, foram 509.686 veículos registrados no nono mês do ano, fazendo o acumulado de janeiro a setembro de 2026 atingir 4.233.468 unidades, uma elevação de 14,41% na comparação anual.
Participação das montadoras nas vendas de automóveis e comerciais leves
No ranking das fabricantes, a Fiat sustentou a liderança das vendas pelo 69º mês seguido ao entregar 53.586 unidades em setembro, correspondendo a uma fatia de 19,94% do mercado de veículos leves. A Volkswagen assegurou a segunda colocação ao registrar 42.372 emplacamentos no mês, obtendo uma participação de 15,77%.
A terceira colocação ficou com a Chevrolet, que registrou 27.526 licenciamentos em setembro, mantendo 10,24% de fatia de mercado. Na quarta posição geral, a BYD anotou 22.218 unidades vendidas, o que significou um salto expressivo de 121,65% em relação a setembro de 2025. O modelo Dolphin Mini, hatch elétrico da marca chinesa, garantiu a terceira colocação geral entre os veículos mais emplacados do país, com 9.385 unidades.
Desempenho das principais fabricantes de veículos leves no mês
- Fiat: 53.586 unidades
- Volkswagen: 42.372 unidades
- Chevrolet: 27.526 unidades
- BYD: 22.218 unidades
- Hyundai: 14.907 unidades
- Toyota: 13.994 unidades
- Renault: 11.947 unidades
- Jeep: 10.463 unidades
- Honda: 9.608 unidades
- GWM: 8.964 unidades
- GAC: 2.678 unidades
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Marcas tradicionais como Hyundai, Toyota e Jeep perderam participação no grupo das dez primeiras colocadas durante o mês. Por outro lado, a GWM consolidou a décima posição nacional com 8.964 emplacamentos, em seu terceiro mês consecutivo dentro da lista das dez maiores marcas, enquanto a estreante GAC obteve seu maior volume desde o início das operações no mercado brasileiro.
Incentivos setoriais e programas governamentais para automóveis
A manutenção do ritmo positivo de compras tem sido sustentada por programas setoriais como o Move Brasil e o Carro Sustentável. As duas iniciativas estabeleceram mecanismos de renovação da frota em circulação, facilitação das linhas de crédito automotivo e abatimentos tarifários, o que garantiu descontos diretos nas versões de entrada e modelos pesados ao longo de 2026.
As facilidades negociadas pelas concessionárias e os descontos tributários ajudaram a diluir a pressão exercida pelas taxas de juros bancárias sobre o financiamento de modelos zero-quilômetro, permitindo que o consumidor continuasse comprando mesmo diante de critérios rígidos para concessão de crédito.
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“Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado, para a maior parte dos segmentos, mas vamos aguardar o desempenho de outubro, que pode apontar ajustes no mercado”, declarou Arcelio Alceu dos Santos Junior.
A Fenabrave indicou que poderá revisar suas projeções anuais de crescimento de 2026 em novembro, dependendo do comportamento dos emplacamentos durante o mês de outubro.
