O sistema de pagamentos Pix superou a marca de 1,008 bilhão de chaves cadastradas no encerramento de setembro de 2026, segundo estatísticas divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira (8). O patamar foi alcançado formalmente em 30 de setembro de 2026 e representa a primeira vez em que a plataforma brasileira ultrapassa a barreira de 1 bilhão de registros ativos.
As chaves aleatórias puxaram a expansão do sistema ao alcançarem 526,8 milhões de cadastros, o que corresponde a 52,3% de todas as identificações no diretório nacional. A preferência por esse modelo decorre do formato de privacidade, desenvolvido para que correntistas recebam valores sem a necessidade de informar dados diretos, como número de telefone ou documento fiscal.
Distribuição das chaves Pix por tipo de identificador
Após as sequências aleatórias, o número de telefone celular figura como o segundo método de identificação mais comum nas operações financeiras. O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e o correio eletrônico ocupam as posições seguintes na base administrada pela autoridade financeira.
- Chaves aleatórias: 526,8 milhões de registros (52,3% do total).
- Número de telefone celular: 166,3 milhões de registros (16,5% do total).
- Cadastro de Pessoas Físicas (CPF): 153,9 milhões de registros (15,4% do total).
- Endereço de e-mail: 144,6 milhões de registros (14,3% do total).
Pessoas físicas concentram 95% das chaves Pix
A distribuição dos registros divulgada pela autoridade monetária aponta que as pessoas físicas concentram 956,7 milhões de chaves cadastradas, o que representa cerca de 95% do total acumulado no sistema. As pessoas jurídicas detêm os 51,2 milhões restantes, equivalente a aproximadamente 5% dos registros. O Banco Central destaca que o volume global de chaves não corresponde ao quantitativo de pessoas que utilizam a ferramenta, uma vez que o mesmo titular pode possuir múltiplos identificadores distribuídos em diferentes contas bancárias e instituições de pagamento.
Leia também: Banco Central muda regras do Pix para salários e boletos
A regulamentação fixa limites operacionais para a inclusão desses dados no sistema bancário. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto as empresas têm autorização para registrar até 20 identificadores em cada conta corporativa mantida nas instituições credenciadas.
Continue lendo: Banco Central altera regras do Pix para contas e cobranças
Evolução do Pix desde 2020 e expansão em 2026
Criado pelo Banco Central e lançado oficialmente em novembro de 2020, o Pix registrou um acréscimo de cerca de 80 milhões de chaves ao longo do ano de 2026. A base do sistema havia terminado o ano de 2025 com 920 milhões de registros e atingido 998 milhões no fim de agosto de 2026, antes de cruzar o marco inédito em 30 de setembro de 2026. Com uma população estimada em 214,2 milhões de brasileiros, o volume atual representa uma média próxima de cinco chaves cadastradas por habitante no país.
Saiba mais: Banco Central orienta sobre estorno de valores no Pix em 2026
O cadastramento das chaves permanece opcional para os clientes do sistema bancário. Cidadãos e companhias podem enviar ou receber quantias monetárias utilizando unicamente as informações bancárias convencionais, como número da agência, código da instituição e conta corrente.
Como consultar registros no sistema Registrato do Banco Central
O gerenciamento dos identificadores pode ser feito diretamente no aplicativo ou na plataforma digital da instituição onde a conta bancária está vinculada. Cada chave individual só pode ser associada a uma única conta por vez, impedindo cadastros duplicados de um mesmo número telefônico, e-mail ou documento.
Para verificar quais chaves estão ativas em seu CPF ou CNPJ em todo o território nacional, os usuários contam com o Registrato, serviço oficial mantido pelo Banco Central. A consulta reúne o histórico de vínculos, possibilita a conferência de dados e permite identificar contas associadas em todas as instituições participantes da infraestrutura de pagamentos.
