Console SNES com tecnologia FPGA ganha prévia da Retro Remake com modelos para todas as regiões

SNES, super nintendo - Scott Cornell / Shutterstock.com Foto: SNES, super nintendo - Scott Cornell / Shutterstock.com

O console Super Nintendo com tecnologia FPGA está sendo projetado pela Retro Remake sob o codinome SSNT/SuperFPGA, de acordo com publicações feitas pelo fundador Taki Udon na quinta-feira (8). O equipamento pretende reproduzir o funcionamento eletrônico do aparelho original lançado em 1990 sem recorrer a emulação tradicional por software, trazendo variações estéticas para contemplar os modelos das diferentes regiões do mundo.

A revelação preliminar ocorreu por meio de fotografias divulgadas nas redes sociais X e Bluesky. Em uma das postagens, o desenvolvedor exibiu um botão de reinicialização roxo, característico da carcaça norte-americana do videogame de 16 bits, acompanhado pela frase “É hora de voltar atrás. Codinome SSNT/SuperFPGA”, em tradução livre da mensagem em inglês.

Suporte estético aos padrões de carcaça do Super Nintendo

Após a divulgação inicial, usuários manifestaram preocupação de que o novo aparelho ficasse restrito ao desenho visual dos Estados Unidos, marcado por linhas retas e detalhes em tons de roxo. Taki Udon respondeu às mensagens confirmando que o projeto terá opções para todos os mercados e publicou a imagem de um botão de reset cinza, utilizado originalmente nas versões do Japão, onde o sistema se chamava Super Famicom, e da Europa, onde adotava o padrão de vídeo PAL.

Super ZSNES
Foto: Super ZSNES – Reprodução

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“Não se preocupem, cobrimos todas as regiões”, declarou Taki Udon, em tradução livre de sua resposta aos seguidores. A confirmação indica que os jogadores que tiveram contato com o formato arredondado comercializado fora da América do Norte terão acesso a um visual correspondente ao de suas memórias de infância.

A análise visual dos componentes revelados aponta detalhes técnicos importantes sobre a estrutura física do produto. O botão de reinicialização apresenta perfil mais baixo do que a peça do console original de 1990 e traz uma nova tipografia nas inscrições. Essa diferença de formato indica que o projeto terá uma carcaça própria e funcionará como um console independente, em vez de se limitar a um módulo de expansão acoplável ao SuperStation One, aparelho anterior desenvolvido pela Retro Remake.

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Como a tecnologia FPGA funciona no videogame da Retro Remake?

Diferente dos emuladores convencionais baseados em programas de computador, a tecnologia FPGA reconstrói a estrutura física dos processadores originais por meio de circuitos lógicos programáveis. O circuito integrado é configurado para espelhar o comportamento exato dos componentes do videogame lançado na década de 1990, operando nas frequências nativas e processando instruções sem depender de camadas intermediárias de sistemas operacionais. Esse método elimina o atraso no tempo de resposta dos comandos e soluciona imprecisões de áudio e imagem que costumam ocorrer na emulação comum por software.

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A utilização do codinome SSNT remete diretamente ao Super Nt, equipamento lançado em 2018 pela fabricante Analogue e que se tornou a principal referência em recriação de hardware do clássico da Nintendo. A empresa norte-americana encerrou oficialmente a fabricação do Super Nt em 1 de janeiro de 2023, transferindo seus esforços de desenvolvimento para a produção do Analogue 3D, console baseado no Nintendo 64.

Com a saída do Super Nt do mercado primário, os valores cobrados por unidades lacradas ou usadas dispararam em plataformas de revenda. O modelo descontinuado da Analogue atinge preços entre US$ 400 e mais de US$ 600 no mercado secundário internacional, criando um espaço desocupado para fabricantes que desejam oferecer consoles de alta precisão a valores mais acessíveis.

Ecossistema da Retro Remake e histórico de lançamentos

A movimentação em torno do novo console de 16 bits ocorre no momento em que a Retro Remake expande sua presença no setor de hardware retrô. A empresa construiu sua reputação com o ecossistema MiSTer Pi e desenvolveu o SuperStation One, console baseado em FPGA focado nos jogos de PlayStation 1 que também aceita outros núcleos de sistemas antigos. Na terça-feira, 6 de outubro de 2026, a marca colocou no mercado internacional o SuperStation Memory Card, acessório dotado de tela própria para gerenciamento de arquivos de memória em aparelhos originais.

Seguidores também questionaram Taki Udon sobre a possibilidade de criar um aparelho dedicado de 16 bits para a plataforma concorrente da Sega, o Genesis, conhecido no Brasil como Mega Drive. Em resposta direta à pergunta sobre planos para o console da rival histórica da Nintendo, o fundador limitou-se a responder “ainda não”, em tradução livre do original em inglês.

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Especificações do projeto SSNT e valores de produtos relacionados

  • Projeto SSNT/SuperFPGA: console baseado em hardware reconfigurável com visual regional baseado nas edições norte-americana, europeia e japonesa do Super Nintendo.
  • Analogue Super Nt: console de referência lançado em 2018 e descontinuado em 2023, negociado entre US$ 400 e mais de US$ 600 no mercado de itens usados.
  • SuperStation Memory Card Founders Edition: acessório de armazenamento da Retro Remake lançado por US$ 25 em outubro de 2026.
  • SuperStation Memory Card Lite: versão simplificada do cartão de memória da fabricante com preço de US$ 20 no exterior.

A Retro Remake ainda não divulgou o preço oficial nem a previsão de data para a chegada do SSNT/SuperFPGA às lojas. Não há confirmação sobre a presença de uma entrada física para cartuchos originais de Super Nintendo e Super Famicom, nem se o novo aparelho funcionará exclusivamente como um sistema dedicado aos jogos de 16 bits da Nintendo ou se atuará como uma plataforma aberta capaz de carregar outros núcleos de FPGA no futuro.

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