Itens virtuais de jogos disputam espaço no Dia das Crianças de 2026

Leticia Colin e filho - Reprodução/Instagram Foto: Leticia Colin e filho - Reprodução/Instagram

Os itens virtuais de jogos online entraram na lista de intenções de compras para o Dia das Crianças de 2026, mas enfrentam resistência dos pais, que mantêm a preferência por passeios e brinquedos físicos de valor moderado. Um levantamento do núcleo datatudo, da plataforma de serviços financeiros meutudo, revelou que as restrições no orçamento doméstico fazem com que a maioria dos consumidores estabeleça um limite de até R$ 100,00 para os presentes da data.

A sondagem reuniu 18.043 respondentes em duas etapas realizadas entre setembro e outubro de 2026 em todo o Brasil. Os dados foram compilados e divulgados na sexta-feira (9) por Leticia, redatora de educação financeira e marketing da empresa, indicando que a pressão dos filhos por moedas digitais e melhorias visuais em plataformas de jogos esbarra em restrições financeiras e no ceticismo dos responsáveis sobre a utilidade desses produtos.

Ícaro Silva, Letícia Colin, Paulo Mathias Jr. e Geovanna Tominaga - Globo
Foto: Ícaro Silva, Letícia Colin, Paulo Mathias Jr. e Geovanna Tominaga – Globo

Resistência aos itens digitais de jogos e preferências regionais

Embora as crianças demonstrem interesse frequente por produtos consumidos em telas de celular e computadores, a recusa dos responsáveis em adquirir esses formatos digitais predomina em todas as regiões do país. A região Norte desponta como a mais receptiva à novidade, com 37% dos participantes afirmando que comprariam itens virtuais se houvesse pedido explícito da criança, enquanto nas demais áreas do território nacional os responsáveis tendem a desconsiderar o formato como um presente tradicional.

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Entre as faixas etárias dos compradores, os adultos mais jovens, com idades de 18 a 34 anos, continuam dando preferência à compra de brinquedos físicos tradicionais. A partir dos 35 anos, vestuário e calçados ganham força na escolha familiar. Já no grupo com 45 anos ou mais, os produtos digitais somam apenas 10% das intenções, ficando atrás de roupas, que concentram 44%, e de brinquedos físicos, com 37% da preferência.

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Teto de gastos de até R$ 100,00 e substituição por passeios

O limite de gastos planejado pelos consumidores para a celebração reflete o controle das finanças pessoais no encerramento do ano. A faixa de até R$ 100,00 lidera os planos de compra nas cinco regiões brasileiras, concentrando a preferência de 40% das pessoas entre 25 e 34 anos. No Sudeste, o perfil de despesa mostra-se ainda mais contido, com a maioria dos entrevistados planejando desembolsar até R$ 50,00 por presente, enquanto o contingente disposto a gastar mais de R$ 200,00 varia entre 14% e 17% no país.

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Diante do aperto financeiro, a substituição de mercadorias físicas por experiências e passeios surgiu como alternativa para economizar sem deixar a data passar em branco. Essa solução apresentou ampla adesão no Centro-Oeste, onde quase 78% dos respondentes afirmaram preferir atividades fora de casa em vez de itens materiais. No Sudeste, a opção por passeios teve percentual menor em comparação com as outras regiões, reflexo de dificuldades logísticas de deslocamento em centros urbanos densamente povoados.

Destinatários dos presentes conforme a faixa etária do comprador

A pesquisa do núcleo datatudo mapeou também quem são os alvos das lembranças de acordo com a idade de quem realiza a compra, demonstrando a transição do foco familiar ao longo das gerações:

  • 18 a 24 anos: filhos lideram com 54%, seguidos por sobrinhos com 22% e afilhados com 9%.
  • 25 a 34 anos: 83% dos respondentes destinam as compras aos próprios filhos.
  • 35 a 44 anos: 80% dos participantes concentram os gastos nos filhos.
  • 45 anos ou mais: netos assumem a liderança das intenções, somando 43% das escolhas.

No recorte geográfico, a disposição geral para presentear passa da metade no Norte, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, com taxas entre 54% e 63%. A região Norte lidera com 72% das intenções direcionadas aos filhos. Já o Sudeste registrou a menor taxa geral de intenção de compra, com 46%, cenário em que grande parte dos participantes declarou a ausência de crianças em seu círculo social imediato, ainda que os netos alcancem 20% das escolhas da região.

Divergências nas projeções de varejo para o Dia das Crianças de 2026

Os números de gastos apurados pela meutudo refletem a realidade dos usuários de sua base digital, que indicam desembolsos mais concentrados entre R$ 50,00 e R$ 100,00. Esse padrão destoa do cenário calculado em capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, a CNDL, em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas. Na estimativa da entidade comercial, 74% dos moradores das capitais pretendem presentear no período, movimentando R$ 18,11 bilhões na economia nacional, com um gasto médio projetado em R$ 308,00 por consumidor.

Ao mesmo tempo, levantamentos de mercado apontam transformações contínuas nas categorias de consumo infantil. A empresa Alqia apurou em outubro de 2026 que brinquedos e jogos continuam na liderança geral das preferências nacionais, com 47% das menções, porém sofreram recuo de 10% na comparação com o resultado apurado em 2025, impulsionado pela migração do público para passeios e atividades comemorativas.

Dados pendentes sobre a rejeição regional aos jogos digitais

Apesar de o levantamento apontar resistência generalizada contra a compra de produtos em plataformas de videogame, os índices percentuais exatos de recusa nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste não foram detalhados na divulgação. O estudo confirmou formalmente apenas o patamar de 37% de aceitação apurado entre os consumidores da região Norte.

As decisões finais de compra ocorrem até a segunda-feira, 12 de outubro de 2026, data oficial das celebrações do Dia das Crianças no comércio brasileiro.

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