Rockstar planeja lançar GTA 6 para PC no início de 2027

GTA 6 - Reprodução Foto: GTA 6 - Reprodução

A desenvolvedora norte-americana Rockstar Games planeja lançar a versão de Grand Theft Auto VI (GTA 6) para computadores no primeiro trimestre de 2027, entre os meses de janeiro e março. O cronograma foi revelado nesta terça-feira (13) a partir do relato de quatro fontes da indústria que falaram sob condição de anonimato, o que estabelece um intervalo de dois a quatro meses em relação à estreia oficial nos consoles PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Nem a Rockstar Games nem sua empresa controladora, a Take-Two Interactive, confirmaram oficialmente a existência da edição para computadores ou comentaram as informações até o momento. Também não há definição oficial sobre a estreia do modo multiplayer GTA 6 Online ou se ele sairá junto com a versão de PC, embora o diretor-executivo (CEO) da plataforma de transmissões Twitch, Dan Clancy, tenha afirmado que a modalidade online chegará em 2027.

Cronograma de GTA 6 e histórico da Rockstar Games nos computadores

GTA 6 - Rockstar/Divulgação
Foto: GTA 6 – Rockstar/Divulgação

Caso a janela do primeiro trimestre de 2027 se concretize, a distância entre a estreia nos videogames de mesa e a chegada aos computadores será a menor da história recente do estúdio para a franquia principal. Um dos fatores que incentivam uma liberação mais rápida na plataforma é a aquisição da equipe Cfx.re, comprada pela Rockstar em agosto de 2023. O grupo é responsável pelo FiveM e pelo RedM, sistemas que permitem criar servidores de interpretação de papéis (roleplay) no computador, e a desenvolvedora planeja integrar ferramentas de conteúdo gerado por usuários no novo título, cujo orçamento de produção é estimado por rumores em US$ 2 bilhões.

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O histórico de lançamentos e datas de referência da empresa mostra a mudança no tempo de espera entre as plataformas:

Acompanhe: GTA 6 tem lançamento mantido para 19 de novembro apesar de pressão de fãs na Rockstar Games

  • 17 de setembro de 2013: estreia de GTA 5 nos consoles PlayStation 3 e Xbox 360.
  • Abril de 2015: chegada de GTA 5 aos computadores, 19 meses (cerca de um ano e sete meses) após os consoles.
  • 26 de outubro de 2018: lançamento de Red Dead Redemption 2 para videogames de mesa.
  • 5 de novembro de 2019: estreia de Red Dead Redemption 2 no PC.
  • 26 de maio de 2026: primeira data remarcada para GTA 6 nos consoles, após o anúncio original prever o ano de 2025.
  • 19 de novembro de 2026: data oficial vigente para o lançamento de GTA 6 no PlayStation 5 e no Xbox Series X|S.
  • 31 de março de 2027: data limite do primeiro trimestre de 2027 para a chegada ao PC e encerramento do ano fiscal da Take-Two Interactive.

Dan Houser relata crise na criação de Bully na Rockstar

Enquanto o estúdio prepara seu próximo lançamento, o cofundador, ex-vice-presidente e ex-roteirista da Rockstar Games, Dan Houser, que atualmente trabalha na empresa Absurd Ventures, detalhou os bastidores de Bully, jogo lançado originalmente em 2006. O executivo contou que a equipe enfrentou ameaças de boicote e controvérsias antes da estreia, além de dificuldades técnicas para definir uma jogabilidade atraente em um ambiente escolar, sem os elementos tradicionais de carros e armas da série Grand Theft Auto.

“O desenvolvimento foi difícil. O jogo esteve em apuros o tempo todo. Foi difícil. Era um conceito fora do comum. Estávamos lutando com isso. Eu não tinha certeza se ia ficar bom”, declarou Houser, em tradução livre.

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Asha Sharma cobra criação de novas franquias no Xbox após cortes

Fora do ecossistema da Take-Two, a diretora-executiva (CEO) do Xbox, Asha Sharma, afirmou em uma reunião interna com funcionários da Microsoft na semana anterior que a divisão continuará apoiando suas maiores séries, mas precisa desenvolver novas propriedades intelectuais (IPs, que são marcas e jogos originais). O posicionamento ocorre cerca de três meses após a divisão Xbox anunciar o corte de aproximadamente 3.200 empregos até o ano fiscal de 2027 e a saída de estúdios como Double Fine e Compulsion Games, que voltaram a atuar de forma independente.

“Estamos apoiando nossas franquias mais fortes. Quero que nossos grandes jogos se tornem grandes franquias globais de bilhões de dólares. Eu também gostaria de nos ver continuando a criar novas propriedades intelectuais duradouras”, disse Sharma na reunião, em tradução livre. Na sequência da fala, houve divergência nos registros sobre o verbo exato utilizado pela executiva ao alertar que a empresa não sobreviverá se ficar apenas revivendo ou dependendo do passado, mas ela concluiu o raciocínio pedindo inovação: “Temos que encontrar novos caminhos, e coragem, para ter invenção em novas propriedades intelectuais, que alcancem novos grupos de público”.

Governo dos EUA recebe pedido da ESA contra portáteis da Anbernic

No setor regulatório dos Estados Unidos, a Entertainment Software Association (ESA), entidade que representa as empresas de videogames no país, enviou uma recomendação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, órgão federal de comércio exterior). O documento pede que consoles portáteis de emulação comercializados com cartões de memória pré-carregados com milhares de jogos pirateados — citando nominalmente a fabricante chinesa Anbernic — sejam incluídos na Lista de Mercados Notórios, relatório anual que identifica facilitadores de pirataria.

“No setor de videogames, consoles prontos para usar e dispositivos portáteis ilícitos são o equivalente funcional das falsificações de alta qualidade”, afirmou a ESA no documento enviado ao governo norte-americano, em tradução livre, utilizando o termo técnico superfakes para classificar aparelhos que aparentam legitimidade, mas prejudicam as vendas de jogos, coletâneas, assinaturas e remasterizações oficiais.

Ex-artista de The Last of Us questiona jogos de US$ 600 milhões

A transformação nos métodos de trabalho da indústria também foi abordada por Matt Radford, ex-artista sênior de efeitos visuais (VFX) do estúdio Naughty Dog, onde trabalhou em títulos como The Last of Us e Uncharted 4. Ele comparou os grandes jogos atuais feitos por seres humanos às antigas catedrais históricas, como a Catedral de Colônia, na Alemanha, e demonstrou preocupação de que novas tecnologias alterem o tamanho das equipes e a forma de produzir jogos. Radford questionou se no futuro ainda será viável gastar US$ 600 milhões (valor exemplificado por ele para ilustrar orçamentos astronômicos do setor) na produção de um grande jogo de ação com foco em história.

“Olharemos para trás, para um jogo como Intergalactic, para um jogo como Uncharted 4, The Last of Us 2, e apenas veremos a quantidade de atuação de pessoas, de humanos. A atuação e a escrita, modelagem, escultura, pintura, sabe, e ficaremos maravilhados com isso, tipo: ‘Uau, dá para acreditar que tudo isso foi feito à mão?’”, declarou Radford, em tradução livre.

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