Caderneta Digital da Criança identifica vínculo no Meu SUS Digital

Acompanhe a saúde da criança pelo celular acessando a Caderneta Digital no Meu SUS Digital

Acompanhe a saúde da criança pelo celular acessando a Caderneta Digital no Meu SUS Digital

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (14), em Brasília, novas orientações para pais e responsáveis acessarem gratuitamente a Caderneta Digital da Criança pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital. Com a atualização no sistema, a plataforma identifica automaticamente os dependentes de até 12 anos incompletos a partir dos registros de vínculo familiar nas bases oficiais do Governo Federal. O recurso dispensa a realização de vinculação manual quando os dados já estão associados ao CPF do titular da conta Gov.br.

A versão eletrônica reúne o histórico clínico de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), o controle de vacinação e os gráficos de crescimento infantil, funcionando de forma complementar ao documento de papel entregue nas maternidades. “No dia da consulta, mesmo que a caderneta física tenha sido esquecida, ela estará acessível para os profissionais”, afirmou a secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas.

Foto: Acompanhe a saúde da criança pelo celular acessando a Caderneta Digital no Meu SUS Digital

Passo a passo para consultar a Caderneta Digital da Criança no Meu SUS Digital

O serviço gratuito está disponível na seção de miniaplicativos (Miniapps) do Meu SUS Digital, com suporte para celulares com sistemas Android e iOS e também para computadores pela página oficial na internet. Para visualizar os prontuários e as orientações de saúde, o pai, a mãe ou o responsável legal precisa ter uma conta Gov.br ativa e seguir o procedimento abaixo:

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  • Abrir o aplicativo Meu SUS Digital no celular ou acessar a versão web pelo navegador do computador;
  • Entrar com a conta Gov.br pessoal, informando o número do CPF e a senha cadastrada;
  • Localizar a seção denominada “Miniapps” na tela inicial e selecionar a opção “Caderneta da Criança”;
  • Escolher o perfil da criança desejada, que já aparecerá listado automaticamente pelo reconhecimento de vínculo nas bases governamentais;
  • Consultar as abas com os registros disponíveis de vacinação, crescimento, desenvolvimento, histórico clínico e conteúdos educativos.

Dentro da plataforma, os familiares encontram o registro das doses de vacinas já aplicadas, a previsão das próximas aplicações previstas no calendário nacional de imunização e o envio de alertas pelo sistema. “A caderneta digital da criança não só tem todo o calendário ali como também manda mensagens para os pais e mães – se você cadastrou o seu filho ou filha”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Além da carteira vacinal, o miniaplicativo exibe o acompanhamento detalhado do crescimento infantil, com dados de peso, altura, perímetro cefálico (medida da circunferência da cabeça do bebê) e Índice de Massa Corporal (IMC, cálculo que avalia se o peso está adequado à estatura) organizados em gráficos evolutivos. O espaço digital concentra ainda os marcos do desenvolvimento infantil, registros de saúde bucal e textos educativos voltados à rotina familiar, abordando temas como amamentação, alimentação saudável, prevenção de acidentes domésticos, cuidados específicos com bebês prematuros, direitos da criança e limites para o uso de aparelhos eletrônicos.

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Integração de dados clínicos na Rede Nacional de Dados em Saúde

A exibição correta das consultas médicas e das vacinas na Caderneta Digital da Criança depende do envio regular de informações pelos estabelecimentos de saúde públicos e privados aos sistemas integrados ao SUS, especialmente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), plataforma oficial que centraliza e compartilha prontuários clínicos no país. Segundo dados consolidados até maio de 2026, a RNDS acumula um total de 4,6 bilhões de registros em saúde, abastecendo o aplicativo Meu SUS Digital, que soma mais de 69 milhões de downloads acumulados e mais de 29 milhões de usuários ativos no mesmo período. Caso alguma vacina aplicada ou consulta realizada não apareça na tela do celular, ou apresente divergência de informações, a orientação oficial do Ministério da Saúde é que o responsável procure diretamente a unidade de saúde onde ocorreu o atendimento para solicitar a verificação e o envio dos dados ao sistema nacional.

“Nos últimos anos, a Rede cresceu em escopo, maturidade e relevância nacional”, disse a diretora do DATASUS (departamento de informática do SUS), Paula Xavier, a respeito da infraestrutura tecnológica da RNDS. O Ministério da Saúde reforça que a ferramenta digital não substitui a Caderneta da Criança impressa, que segue com distribuição gratuita nas maternidades e postos de atendimento para uso simultâneo pelas famílias e equipes médicas.

Evolução da Caderneta da Criança desde 2005 e volume de acessos

A transição do modelo em papel para o formato eletrônico no aplicativo do governo federal envolveu parcerias técnicas e mudanças nas regras de login para simplificar a entrada dos usuários. No âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), iniciativa que alia hospitais de referência a projetos públicos, o Projeto FASES, conduzido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, apoiou a pasta na criação do miniaplicativo por meio de uma Oficina de Inovação focada nas demandas práticas dos pais. Desde a criação do documento físico até a liberação do reconhecimento automático de vínculo familiar, o serviço passou por quatro etapas principais:

  • 2005 — O Ministério da Saúde cria a Caderneta da Criança física em substituição ao antigo Cartão da Criança, com distribuição gratuita em maternidades públicas e privadas;
  • 10 de abril de 2025 — Lançamento oficial da Caderneta Digital da Criança dentro do aplicativo Meu SUS Digital, exigindo inicialmente a criação de uma conta Gov.br exclusiva para o menor e a vinculação manual pelo adulto;
  • Maio de 2026 — A versão eletrônica da caderneta ultrapassa a marca de mais de 1 milhão de acessos registrados após completar seu primeiro ano de funcionamento;
  • 12 de agosto de 2026 — O Governo Federal atualiza a carta de serviço oficial no Portal Gov.br para a consulta às informações de cuidado infantil pelo Meu SUS Digital;
  • 14 de outubro de 2026 — Publicação, às 16h35, do guia atualizado que estabelece a identificação automática das crianças vinculadas ao CPF do responsável legal nas bases governamentais.

Atualização de vínculos familiares para crianças que não aparecem no aplicativo

Para os casos em que o nome do dependente ainda não surge de forma automática na tela do Meu SUS Digital após o login com o CPF, o Ministério da Saúde informou que o sistema passa por uma atualização gradual para reconhecer novos vínculos familiares cadastrados nas bases da administração pública federal.

A pasta comunicou também que mantém em estudo o desenvolvimento de uma ferramenta específica dentro da plataforma para que pais e responsáveis possam solicitar manualmente a inclusão da criança quando o vínculo automático falhar, mas ainda não há prazo confirmado para o lançamento dessa funcionalidade.

Luís Henrique Costa: Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.
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