Tremembé no Prime Video mostra relações de Sandrão com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga

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Suzane von Richthofen e Sandra Regina Ruiz, a Sandrão Foto: Suzane von Richthofen e Sandra Regina Ruiz, a Sandrão - Foto: Reprodução

A trajetória de Sandra Regina Ruiz, conhecida como Sandrão, dentro da Penitenciária Feminina de Tremembé, em São Paulo, ocupa o centro da série Tremembé, lançada pelo Prime Video em 31 de outubro de 2025. Dividida em cinco episódios, a obra audiovisual acompanha o cotidiano de mulheres sentenciadas por delitos de repercussão nacional e destaca o papel da detenta, interpretada pela atriz Letícia Rodrigues. O roteiro reconstrói a convivência entre as internas, com foco no triângulo amoroso formado por Sandrão, Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga.

Inspirada nos livros do gênero true crime escritos pelo jornalista Ullisses Campbell, a produção combina acontecimentos verídicos e recursos de dramatização para expor o funcionamento da unidade prisional conhecida popularmente como o presídio “dos famosos”. A direção geral cabe a Vera Egito, e o enredo também inclui figuras como Christian Cravinhos, Alexandre Nardoni e Roger Abdelmassih.

  • Temas abordados: sequestros e homicídios premeditados de grande repercussão nacional, somados aos vínculos afetivos que modificam a rotina carcerária.
  • Atores escalados: Marina Ruy Barbosa no papel de Suzane von Richthofen, Carol Garcia como Elize Matsunaga e Felipe Simas na pele de Daniel Cravinhos.
  • Formato de exibição: cinco capítulos com duração aproximada de 50 minutos cada, disponíveis exclusivamente na plataforma Prime Video.

Condenação em 2003 pelo sequestro de adolescente e mudança de unidade

A entrada de Sandra Regina Ruiz no sistema carcerário ocorreu a partir de uma condenação, no ano de 2003, pelo crime de sequestro seguido de morte. A ação criminosa teve como vítima o adolescente Talisson Vinicius da Silva Castro, de 14 anos, que era vizinho da acusada e foi capturado com a participação de outros três envolvidos.

Mesmo após os familiares efetuarem o pagamento exigido pelo resgate, o jovem foi localizado sem vida, atingido por um disparo na cabeça. Durante o processo, Sandrão afirmou ter agido sob coação de um dos cúmplices e negou que tivesse a intenção de matar a vítima. A Justiça fixou inicialmente uma sentença de 27 anos de prisão, tempo que caiu para 24 anos depois da análise de recursos apresentados pela defesa.

A remoção da presa para a penitenciária de Tremembé aconteceu por volta de 2010, motivada por uma agressão cometida contra um agente penitenciário enquanto ela cumpria a pena em regime fechado em outro estabelecimento. Na nova unidade, a interna passou a atuar em tarefas laborais, entre elas a confecção de peças em uma fábrica de roupas, o que aumentou sua projeção dentro do sistema prisional de São Paulo.

Divisão de cela com Elize Matsunaga e união com Suzane von Richthofen

Pouco tempo depois de ambas darem entrada na penitenciária, Sandrão começou um envolvimento afetivo com Elize Matsunaga, que havia recebido pena de 16 anos por homicídio qualificado em 2012 e ficava alojada no mesmo pavilhão. As duas permaneceram juntas por aproximadamente três anos e passaram a morar na mesma cela, situada em um espaço reservado a casais, respeitando normas da administração que exigiam até períodos de quarentena em caso de término.

O vínculo de Sandrão com Suzane von Richthofen teve início em 2014, dentro da oficina de costura da penitenciária, onde cumpria pena a detenta sentenciada a 39 anos pela morte dos próprios pais em 2002, crime planejado ao lado dos irmãos Cravinhos. O relacionamento avançou para um casamento interno mediante termo de reconhecimento afetivo, permitindo que dividissem a rotina na ala destinada a casais até 2015, ano em que Sandrão obteve a progressão para o regime semiaberto em São José dos Campos.

Regime aberto, liberdade condicional e rotina das ex-detentas fora da prisão

Desde 2016, Sandra Regina Ruiz cumpre a pena em regime aberto e adota uma rotina reservada, distante dos veículos de comunicação. Ela recusa pedidos de entrevista e direciona os esforços para o processo de reinserção social.

As outras duas ex-internas retratadas na trama também deixaram o regime fechado em anos posteriores. Elize Matsunaga passou para o semiaberto em 2019, alcançou a liberdade condicional em 2022, atua como motorista de aplicativo e mantém namoro com o pintor Wilson Ferreira Borges. Já Suzane von Richthofen obteve o regime aberto em 2023 e mora com o marido, o médico Felipe Zecchini, com quem teve um filho no ano de 2024.

Preparação do elenco e pesquisa em processos judiciais para as gravações

O desenvolvimento dos roteiros reuniu Ullisses Campbell, Vera Egito e demais colaboradores, que tomaram como base relatos verídicos, obras literárias de Campbell e documentos de processos criminais para manter a precisão dos acontecimentos em cena. Para compor a personagem Sandrão e reproduzir seus gestos, a atriz Letícia Rodrigues realizou visitas presenciais ao presídio durante a fase de preparação.

Em declarações à imprensa, Marina Ruy Barbosa apontou o trabalho necessário para reproduzir o modo de falar e os trejeitos de Suzane von Richthofen, enquanto Carol Garcia relatou a existência de um acordo entre a equipe para sustentar a entrega emocional exigida pelas gravações. Após a estreia, a obra registrou recepção positiva pela escolha dos atores e pela reprodução cenográfica das instalações carcerárias.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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