Um morador de 37 anos, que trabalha como barbeiro, encontrou uma sacola com US$ 128.514 em espécie sobre um caixa eletrônico do Bank of America em Lewisville, no estado do Texas (Estados Unidos), em 3 de agosto de 2026. A quantia, equivalente a cerca de R$ 645 mil, estava acompanhada de outra bolsa menor com 19 cheques e foi entregue de forma integral ao Departamento de Polícia de Lewisville.
O profissional pediu para não ter o nome divulgado e estava acompanhado de uma mulher de 42 anos por volta das 10h do horário local quando ambos pararam no terminal, situado na West Main Street, para sacar dinheiro. A detetive Gina Miller, do Departamento de Polícia de Lewisville, destacou a raridade da devolução da quantia milionária. “Já tive casos em que bons samaritanos entregaram bens que encontraram, como carteiras, documentos de identidade, coisas assim. Mas, no caso de US$ 128 mil, nunca tive alguém que devolvesse esse tipo de dinheiro antes”, afirmou a investigadora, em tradução livre.
Tentativa de entrega no restaurante Chick-fil-A e acionamento do 911
Antes que as sacolas chegassem às mãos dos agentes de segurança, o barbeiro procurou identificar por conta própria a origem dos valores deixados sobre o equipamento bancário. Informações impressas em um dos malotes indicavam que o material poderia pertencer a uma unidade da rede de restaurantes Chick-fil-A localizada ao lado do terminal de autoatendimento na West Main Street. O homem foi até o estabelecimento comercial para tentar devolver os pacotes diretamente ao responsável, mas o gerente informou que nem o dinheiro vivo nem os 19 cheques pertenciam à loja.
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O Departamento de Polícia de Lewisville foi acionado pelo telefone de emergência 911, e um policial compareceu ao endereço para recolher os malotes diretamente com o morador. Dentro da sacola principal havia um recibo bancário que discriminava a quantia exata em moeda norte-americana. Na sede da corporação, o chefe de polícia de Lewisville, Brook Rollins, solicitou reforço da equipe para cumprir o protocolo oficial de conferência de valores apreendidos.
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Os policiais contaram as cédulas manualmente duas vezes seguidas e, na sequência, utilizaram uma máquina contadora digital antes de lacrar todo o montante na sala de custódia da delegacia. O procedimento confirmou que nenhum centavo havia desaparecido em relação ao recibo original. Rollins elogiou a postura imediata do cidadão ao encontrar os pacotes e declarou que a pessoa agiu sem hesitar e levou o material diretamente para onde achava que deveria estar.
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Falha na manutenção da Brinks e devolução ao Bank of America
A apuração conduzida pelos investigadores descartou qualquer vínculo do dinheiro com crimes e apontou que os valores pertenciam ao próprio Bank of America. Segundo a polícia, um técnico da empresa de transporte de valores Brinks recebeu a instrução de recolher os malotes após realizar o conserto do caixa eletrônico, mas acabou esquecendo as bolsas por acidente em cima da máquina. A detetive Gina Miller explicou que a sacola estava apenas parada no local, sem indício de que um crime estivesse ocorrendo, parecendo ter sido deixada ali por acidente.
O chefe Brook Rollins também comentou a conclusão do inquérito sobre a origem lícita das cédulas e afirmou que encontrar essa quantia de dinheiro é algo raro e muito incomum, assim como constatar que o valor não estava ligado a nenhuma atividade criminosa. O Bank of America já recuperou os cheques e todo o dinheiro junto à polícia, enquanto a empresa Brinks recusou-se a comentar o episódio, citando sua política geral de não se manifestar sobre assuntos policiais que envolvam a segurança de funcionários ou de terceiros.
Cerimônia privada de homenagem da polícia de Lewisville
Na ocasião do registro policial, a detetive Miller lembrou que a apropriação de bens esquecidos por terceiros não tem amparo na lei e que encontrar uma quantia sem dono aparente não dá o direito legal de ficar com ela. Embora o caso tenha voltado a circular em outubro de 2026, o achado ocorreu no início de agosto e foi divulgado originalmente no fim de setembro de 2026.
O barbeiro não recebeu recompensa financeira pela devolução e recusou exposição pública, mas concordou em receber uma homenagem oficial do Departamento de Polícia de Lewisville, impondo como condição que a solenidade seja restrita. A identidade do morador permanece sob sigilo a pedido dele, e a corporação ainda não confirmou a data exata em que a cerimônia privada será realizada.
