Meteorito do tamanho de melão atinge casa no Texas após série de bólidos nos Estados Unidos
Um meteorito com dimensões de um melão colidiu contra o telhado de uma casa em Houston, Texas, conforme divulgado em 24 de março de 2026, e por sorte não atingiu ninguém na residência. A rocha espacial, que quicou em um quarto vazio antes de parar, é vista como um possível pedaço de um dos vários bólidos que iluminaram os céus dos Estados Unidos nos últimos dias. Este evento sublinha um aumento atípico na frequência de fenômenos celestes, ainda sob análise por parte da comunidade científica.
A ocorrência gerou surpresa entre os moradores da área e motivou uma investigação inicial sobre a origem do objeto. A queda de fragmentos espaciais em áreas residenciais é um evento raro, o que torna o incidente em Houston particularmente notável.
Impacto inesperado em Houston
O fragmento de meteorito perfurou a estrutura superior da casa e ricocheteou diversas vezes dentro de um cômodo que estava desocupado no momento. As imagens registradas no local mostram o percurso da rocha, que atravessou o telhado, atingiu o chão e saltou em direção ao teto antes de se acomodar perto de uma televisão. A descoberta foi feita pela proprietária Sherrie James, que notificou o departamento de bombeiros local sobre o ocorrido.
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Inicialmente, a equipe de resgate cogitou a possibilidade de o objeto ser uma parte de aeronave, uma vez que o fenômeno dos bólidos ainda não havia sido amplamente divulgado. A confirmação de que se tratava de uma rocha espacial só veio após uma inspeção mais detalhada e a repercussão dos avistamentos de meteoros na região.
Fenômeno de bólidos intriga cientistas
O incidente no Texas faz parte de uma sequência de bólidos observados em diversas localidades dos Estados Unidos nos últimos dias. Essas exibições luminosas no céu, que têm ocorrido com uma frequência incomum, representam uma tendência peculiar que ainda desafia a compreensão total dos cientistas. A ocorrência de múltiplos objetos espaciais desintegrando-se na atmosfera em um curto período tem gerado interesse e questionamentos na comunidade astronômica.
A análise desses eventos é crucial para entender a dinâmica de corpos celestes menores e como interagem com a atmosfera terrestre. A ciência busca identificar padrões ou causas para essa elevação na frequência, que pode estar ligada a novas compreensões sobre a composição do espaço ao redor da Terra ou a aglomerados específicos de detritos.
Detalhes da entrada do asteroide na atmosfera
Um asteroide de aproximadamente 0,9 metro de diâmetro entrou na atmosfera terrestre em 21 de março, por volta das 17h50 (horário de Brasília), e se fragmentou rapidamente. Esse processo gerou um estampido sônico e um intenso clarão, visível por vários segundos, conforme um relatório da NASA. A velocidade de entrada superou os 56.300 km/h.
A Sociedade Americana de Meteoros (AMS) registrou mais de 180 relatos de pessoas que avistaram a luz cruzando o céu ou ouviram a explosão. A estimativa é que o evento tenha ocorrido a cerca de 47 quilômetros acima de Houston, liberando uma energia equivalente a aproximadamente 26 toneladas de TNT. Simulações subsequentes indicaram que múltiplos fragmentos do meteoro teriam atingido o solo na porção norte da cidade.
Relatos e investigações locais
A senhora Sherrie James, que reside na área de Spring, uma localidade do norte de Houston, foi uma das afetadas por este fenômeno. Ela encontrou o fragmento espacial dentro de sua casa e rapidamente acionou as autoridades. A trajetória da rocha, que incluiu o impacto no telhado e os múltiplos ricochetes internos, foi documentada por fotos e vídeos.
A resposta inicial do corpo de bombeiros foi de cautela, considerando diversas possibilidades antes da confirmação da natureza extraterrestre do objeto. O reconhecimento de que se tratava de um meteorito, e não de detritos de aeronave, fortaleceu a narrativa da intensa atividade de bólidos sobre a região, consolidando a descoberta como um testemunho físico desses eventos celestes.

















