Acusado de assassinar 38 vítimas e canibalizar corpos durante 15 anos é capturado em UgandaPor Beatriz
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Tropas do Exército de Uganda capturaram Mujurizi Moses sob a acusação de assassinar ao menos 38 pessoas e cometer canibalismo contra as vítimas. A ação militar encerra uma sequência de crimes violentos iniciada em 2010 e distribuída por diferentes distritos rurais do país africano.
O chefe das Forças de Defesa de Uganda, general Muhoozi Kainerugaba, classificou o detido na segunda-feira (26) como o caso mais grave de assassinato em série e canibalismo já registrado no país. De acordo com as autoridades militares, o governo planeja levar o suspeito a julgamento público e aplicar a pena de morte.
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Investigações policiais apontam que Moses agia armado com um facão e realizava invasões noturnas em propriedades rurais. Além de executar homicídios encomendados na condição de matador de aluguel, o suspeito atraía mulheres por meio de relacionamentos afetivos antes de cometer os assassinatos.
Vítimas confirmadas e atuação em distritos rurais
A série de mortes atingiu moradores dos distritos de Masaka, Ibanda e Kazo ao longo de 15 anos ininterruptos. Entre as ocorrências atribuídas ao acusado constam o assassinato de um pastor com todos os familiares presentes na residência, um curandeiro tradicional e oito parentes diretos do próprio agressor.
Em outro episódio registrado pelas equipes de segurança, uma mulher idosa morreu atingida por golpes de facão na presença de dois netos. A polícia trabalha com a avaliação de que a quantidade total de vítimas fatais pode superar o índice inicial de 38 mortos.
A residência do suspeito passou por perícia técnica logo após a prisão preventiva. Os investigadores recolheram vestígios materiais no imóvel e reabriram inquéritos arquivados sobre desaparecimentos ocorridos na última década nas três regiões afetadas.
Histórico de fugas e estrutura do sistema penal
Moses acumulou prisões anteriores durante o período de 15 anos de atuação criminosa, conseguindo fugir dos centros de custódia ou obter liberações sob circunstâncias sob suspeita. Após deixar as carceragens locais, o investigado executou testemunhas que haviam prometido prestar depoimento à polícia, agindo com o apoio de comparsas armados.
As ações ocorreram em meio a fragilidades estruturais e altos índices de vulnerabilidade econômica nas províncias rurais de Uganda, onde entre 40% e 41% dos habitantes vivem abaixo da linha da pobreza. O preso segue agora sob custódia direta das Forças Armadas aguardando a apresentação formal à Justiça.















