Com meta de arrecadar até 45 milhões de euros, Flamengo mudará política de reforços em 2027Por Thiago Lemos
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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, anunciou que o clube adotará uma postura financeira ultraconservadora na primeira janela de transferências da temporada de 2027. O pronunciamento ocorreu na noite de quarta-feira (28 de outubro de 2026), durante reunião com 56 membros do Conselho de Administração realizada na sede da Gávea, no Rio de Janeiro. A mudança de estratégia esportiva acontece após a diretoria aprovar a readequação do orçamento e recalcular o fechamento do exercício fiscal de 2026 com um déficit projetado de R$ 40.000.000,00.
O planejamento estabelecido pelo mandatário rubro-negro para o próximo ano prioriza a chegada de reforços sem custos de aquisição de direitos econômicos, repetindo o modelo aplicado anteriormente nas chegadas de atletas em fim de contrato, como Danilo e Jorginho. A diretoria aposta na capacidade de oferecer salários mais atrativos a futebolistas livres no mercado de transferências, aproveitando as restrições orçamentárias que atingirão os concorrentes do futebol brasileiro.
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Estratégia de caixa prevê até 45 milhões de euros em vendas
A orientação da Comissão Permanente de Finanças do clube para estancar o desequilíbrio das contas é gastar menos e intensificar as negociações de saída do elenco profissional. O mandatário revelou a meta de arrecadar entre 40 milhões e 45 milhões de euros (valores situados entre R$ 238.000.000,00 e R$ 267.000.000,00 na cotação atual) com transferências de atletas, assegurando que não negociará peças titulares que desestruturem o rendimento esportivo da equipe:
- Meta de arrecadação com saídas: entre 40 milhões e 45 milhões de euros na próxima temporada
- Perfil das contratações para 2027: foco restrito a jogadores livres e em término de contrato
- Alavancagem operacional: índice de endividamento fixado em 1,2 vez o caixa operacional recorrente
- Prazo estimado para quitação total: cerca de um ano e alguns meses de faturamento operacional
O clube divulgou nota oficial ressaltando que o índice de endividamento sobre a capacidade de geração de caixa caiu para 1,2 vez o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), patamar abaixo do indicador de 1,8 vez apurado em dezembro de 2024.
Mandatário reconhece erros em transferências e explica contratações
Cobrado pelos conselheiros sobre a frustração de uma previsão inicial de faturamento superavitário de R$ 180.000.000,00 que se transformou em prejuízo de R$ 40.000.000,00, Bap admitiu equívocos em negociações recentes das divisões de base. O dirigente citou a recusa de uma oferta inicial de 10 milhões de euros pelo atacante Wallace Yan, que acabou negociado meses depois com o mesmo Red Bull Bragantino por 6 milhões de euros (cerca de R$ 35.500.000,00), além da permanência de atletas jovens que poderiam ter sido vendidos na janela de transferências do meio do ano, como o zagueiro João Victor.
O presidente rubro-negro justificou os custos de R$ 315.000.000,00 despendidos na repatriação do meio-campista Lucas Paquetá, alegando que o investimento considerava receitas comerciais que não se concretizaram:
- A negociação frustrada de direitos de nome do Estádio do Maracanã
- A suspensão imprevista do contrato de patrocínio máster
- A manutenção de Gonzalo Plata no elenco após negociações travadas de saída
- A perda esportiva de premiações continentais
Eliminação continental retira premiação milionária do futebol
O insucesso esportivo nas semifinais da Copa Libertadores da América diante do Estudiantes de La Plata representou um impacto negativo direto de R$ 165.000.000,00 nas receitas esportivas previstas. O valor total corresponderia ao montante final pago ao campeão do torneio da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
A diretoria acionou os tribunais desportivos questionando uma suposta escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo pela equipe argentina, mas teve o pleito indeferido pela entidade sul-americana. A agremiação carioca manterá o litígio no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), embora o presidente tenha externado inconformismo aos conselheiros e dado como definitiva a desclassificação no campo.















