El Niño atinge +3,4ºC, maior valor do evento, com chuva acima da média no SulPor Carolina Costa
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O El Niño atual chegou a +3,4ºC na Região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, segundo o boletim semanal da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgado em terça-feira, 27 de outubro de 2026. É a maior anomalia registrada até agora neste evento, e a previsão aponta chuva acima da média no Centro-Sul do Brasil nas próximas semanas.
A NOAA informou que a leitura subiu em relação ao boletim da semana anterior e que o fenômeno segue em fortalecimento no fim de outubro. Os impactos previstos para o Brasil se concentram no Centro-Sul, segundo a análise da MetSul Meteorologia.
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El Niño muito intenso no ONI e Super El Niño no RONI
O índice tradicional ONI é o usado oficialmente para definir se há um El Niño clássico, de impacto global. Pelo ONI, a leitura de +3,4ºC corresponde a um El Niño muito intenso. Anomalias iguais ou superiores a +2ºC nessa região entram na categoria muito forte, conhecida popularmente como Super El Niño. A NOAA passou a usar neste ano um segundo índice, o RONI, que compensa o aquecimento dos oceanos tropicais. Pelo RONI, o valor atual também fica na categoria de Super El Niño.
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Os números do El Niño atual segundo NOAA, IRI e INMET
- +2,5ºC: anomalia na Região Niño 3.4 pelo índice RONI
- +0,1ºC: aumento da anomalia em relação ao boletim da semana anterior
- +3,3ºC: média semanal de Niño 3.4 centrada em 14 de outubro, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI), ligado à Universidade Columbia
- +3,5ºC: projeção de consenso dos modelos do IRI para os trimestres de outubro a dezembro e de novembro a janeiro
- +2,08ºC: anomalia mensal de setembro de 2026 no Niño 3.4, segundo maior valor para o mês desde 1950, atrás apenas de setembro de 1997, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)
Centro-Sul deve ter chuva acima da média, segundo a MetSul
A MetSul analisou a projeção de anomalia de chuva até 10 de dezembro do modelo ensemble europeu. A projeção mostra chuva acima a muito acima da média em uma área extensa do Centro-Sul, que inclui Mato Grosso do Sul, parte de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. Segundo a análise, o desvio é de média e não de total de precipitação. A MetSul considera duvidoso o indicativo de excesso de chuva em Mato Grosso e avalia que deve chover mais do que o indicado pelo modelo em Minas Gerais. Essas avaliações são da própria MetSul e não foram confirmadas por outra fonte.
- Mato Grosso do Sul, parte de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul: chuva acima da média
- Oeste do Paraná, Oeste catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul: acumulados de 300 mm a 500 mm nos próximos 30 a 45 dias, segundo a projeção da MetSul
- Rios Uruguai, Paraná e Iguaçu: risco de inundações e cheias, segundo a MetSul
Norte do país segue com chuva abaixo da média
A análise da MetSul também aponta que o El Niño deve agravar a estiagem no Norte do Brasil, com redução das chuvas e temperaturas acima da média histórica. Segundo a MetSul, a perda de água por evaporação deve aumentar, o que mantém os rios baixos e compromete a navegação e o abastecimento de comunidades ribeirinhas. A MetSul informa que o efeito não é uniforme na região, porque a precipitação tende a crescer em pontos a oeste do Amazonas e no Amapá.
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Leitura de +5,2ºC no Niño 1+2 ainda não confirmada
A MetSul cita uma anomalia de +5,2ºC na Região Niño 1+2, que reúne as águas junto aos litorais do Peru e do Equador. A leitura não foi confirmada nas fontes independentes consultadas pela reportagem. Também não foram encontradas datas oficiais de impactos específicos, como cheias ou temporais, para as próximas semanas.
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