O El Niño chegou a +3,4 °C na região Niño 3.4 do Oceano Pacífico Equatorial, o maior valor registrado até agora neste evento, segundo o boletim semanal da NOAA, agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos. A projeção é de que o fenômeno siga se fortalecendo até o pico, previsto para novembro ou dezembro.
O boletim foi divulgado na segunda-feira, 26 de outubro de 2026, e a leitura ficou 0,1 °C acima da semana anterior. Segundo a meteorologista Estael Sias, sócia-diretora da MetSul Meteorologia, todos os modelos climáticos analisados indicam que o El Niño seguirá se fortalecendo ao longo de novembro na faixa equatorial do Pacífico.
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El Niño no índice ONI e no índice RONI da NOAA
A NOAA usa o índice ONI para definir se há um El Niño na forma clássica, de impacto global. Desde este ano, a agência também utiliza o RONI, que faz uma compensação com o aquecimento dos oceanos tropicais. Os dois índices não são comparáveis diretamente.
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- ONI na região Niño 3.4: +3,4 °C, no boletim semanal da NOAA
- RONI na região Niño 3.4: +2,5 °C, na categoria de El Niño muito forte
- Média semanal na região Niño 3.4 centrada em 14 de outubro: +3,3 °C, segundo o Instituto de Pesquisa Internacional (IRI)
- Probabilidade estimada pela NOAA de o evento superar os maiores episódios desde 1950, no trimestre de outubro a dezembro: 83%, na atualização de 8 de outubro
Pico previsto entre +3,5 °C e +4 °C, com data ainda em aberto
Estael Sias afirmou que quase todas as projeções apontam para o máximo de intensidade em novembro ou dezembro, com redução gradual da força a partir do começo de 2027. A maioria dos dados situa a anomalia máxima entre +3,5 °C e +4 °C, mas alguns modelos indicam valores acima de +4 °C.
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O IRI prevê pico de intensidade para dezembro, com anomalia absoluta de +3,5 °C na região Niño 3.4 no resultado consolidado.
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El Niño de 2026 em comparação com 2015-2016
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que o aquecimento deverá atingir níveis excepcionais entre outubro e dezembro de 2026. Pela projeção da organização, a média de cerca de +3,7 °C superaria o valor de +2,6 °C do episódio de 2015-2016.
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- 11 de junho de 2026: NOAA confirma condições de El Niño, com Niño 3.4 em +0,7 °C naquela semana
- Mês anterior à atualização de 8 de outubro de 2026: anomalia de cerca de +2,1 °C na região Niño 3.4
- Outubro a dezembro de 2026: média projetada pela OMM de cerca de +3,7 °C
El Niño: intensidade e impactos não são proporcionais
A intensidade de um El Niño, medida pela temperatura das águas do Pacífico Equatorial, não determina de forma proporcional a dimensão dos impactos no clima global ou regional, segundo Estael Sias. Um evento mais quente não significa, necessariamente, efeitos maiores em todas as partes do planeta, e a relação entre intensidade e impactos não é linear. Cada episódio tem história própria, dentro de uma configuração atmosférica e oceânica diferente. A posição das águas mais quentes, os ventos, a circulação atmosférica e a temperatura dos demais oceanos podem alterar a resposta observada em cada evento.
El Niño: o que ainda não está confirmado
O valor de +5,2 °C na região Niño 1+2, junto ao litoral do Peru e do Equador, citado por Estael Sias, não foi confirmado em fonte independente. Também não foi confirmada a afirmação de que o El Niño de 2026 é muito mais forte que o de 2023, já que os índices de 2023 não foram verificados em fonte independente. A data exata do pico ainda não está confirmada: Estael Sias aponta novembro ou dezembro, e a OMM, dezembro.
