Minha Casa, Minha Vida 2026: faixa 1 vai até R$ 3.200 de renda mensalPor Luís Henrique Costa
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O governo federal ampliou o alcance do Minha Casa, Minha Vida em 2026, com novos limites de renda e condições de financiamento revistas. A Faixa 1, destinada a famílias de áreas urbanas, passou a valer para renda bruta familiar mensal de até R$ 3.200. A portaria que define os limites foi assinada pelo ministro das Cidades, Jader Filho.
Em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o governo definiu um pacote de financiamento de US$ 54,05 milhões, o equivalente a cerca de R$ 330 milhões. Os recursos vão para modernizar a gestão habitacional, fazer reformas estruturais e ampliar o acesso a serviços urbanos essenciais.
A ampliação mira quem quer comprar um imóvel e também quem já mora em casa precária. Por isso, a estratégia combina novas unidades com financiamento de melhorias em moradias existentes, para que elas atendam aos padrões mínimos de habitabilidade.
Reformas em moradias existentes ganham financiamento
O ProMorar Brasil, integrado ao programa, é um dos mecanismos criados para ampliar as políticas habitacionais. Ele dá prioridade ao financiamento de melhorias em casas já construídas, e não apenas à construção de moradias novas.
Além disso, o governo definiu critérios para levar moradia digna a regiões de maior vulnerabilidade social. Entre as diretrizes há incentivo à regularização fundiária e investimentos em saneamento, abastecimento de água e mobilidade.
Com recursos do BID, o programa também financia qualificação profissional para trabalhadores da construção civil. A medida busca gerar empregos e fortalecer o mercado imobiliário popular.
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Renda da Faixa 3 vai até R$ 9.600 e Faixa 4 chega a R$ 13 mil
As famílias de áreas urbanas são divididas em faixas pela renda bruta familiar mensal. Os limites atualizados para 2026 são estes:
- Faixa 1: renda de até R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
- Faixa 4, criada para a classe média: de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil
Nas áreas rurais, o programa passou a atender famílias com renda bruta familiar anual de até R$ 162,5 mil. O valor máximo do imóvel varia conforme a faixa de renda e a região do país. Na Faixa 3, o teto do imóvel é de R$ 400 mil.
Juros vão de 4% a 8,16% ao ano nas três primeiras faixas
As taxas mudam conforme a faixa e a região, e ficam menores para quem é cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Faixa 1 tem juros de 4% a 5% ao ano, e a Faixa 2, de 4,75% a 7% ao ano.
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- Faixa 1: de 4% a 5% ao ano
- Faixa 2: de 4,75% a 7% ao ano
- Faixa 3: de 7,66% a 8,16% ao ano
- Faixa 4: em torno de 10% a 10,5% ao ano
O prazo de financiamento pode chegar a 420 meses, o equivalente a 35 anos. A Faixa 1 tem subsídio de até R$ 55 mil, e a Faixa 2 recebe subsídio parcial. A Faixa 3 não tem subsídio direto no valor do imóvel, e a Faixa 4 também não.
Famílias com renda de R$ 2.900 passam para a Faixa 1
O salário mínimo de 2026 é de R$ 1.621, e a nova Faixa 1 ficou próxima de dois salários mínimos. Na prática, famílias com renda de cerca de R$ 2.900 que estavam na Faixa 2 passam para a Faixa 1, com juros menores.
A portaria deve beneficiar ao menos 87,5 mil famílias com redução nas taxas de juros, segundo o governo. Cerca de 31,3 mil famílias entram na Faixa 3, e outras 8,2 mil famílias da classe média passam a ter acesso pela Faixa 4.







