Faixa 3 do Minha Casa Minha Vida tem teto de R$ 400 mil em 2026Por Manuela
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Famílias com renda bruta mensal de até R$ 9.600 em áreas urbanas já contam com novos limites no Minha Casa Minha Vida. A mudança vem de uma portaria do Ministério das Cidades assinada pelo ministro Jader Filho, que também elevou a renda máxima da Faixa 1 para R$ 3.200. A Caixa Econômica Federal segue como principal instituição financiadora do programa.
Só as Faixas 1 e 2 recebem subsídio, que chega a R$ 55 mil ou a R$ 65 mil na Região Norte. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026, depois da aprovação do Conselho Curador do FGTS em 24 de março.
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Quanto cada faixa urbana aceita de renda mensal
Nas cidades, a renda bruta familiar mensal define em qual faixa a família se encaixa. Os limites em vigor são estes:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
- Faixa 4, classe média: de R$ 9.600,01 a R$ 13.000
Nas áreas rurais, o cálculo usa a renda anual. A Faixa 1 rural vai até R$ 50.000, a Faixa 2 vai de R$ 50.000,01 a R$ 70.900 e a Faixa 3 vai de R$ 70.900,01 a R$ 134.000. Esses valores seguem a mesma portaria.
Mudança de faixa reduz juros para 87,5 mil famílias
Segundo o governo federal, a atualização deve alcançar 87,5 mil famílias que passam a pagar juros mais baixos no financiamento. Outras 31,3 mil famílias passam a entrar na Faixa 3, e 8,2 mil famílias da classe média vão usar a Faixa 4 para financiar a casa própria. A atualização foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e formalizada pela Portaria MCID nº 333, publicada no Diário Oficial da União.
Um exemplo citado pelo governo é o de uma família de Belém com renda mensal de R$ 4.900. Ela sai da Faixa 3 e passa para a Faixa 2. Com a mudança, a taxa cai de 7,66% para 6,5% ao ano, e a capacidade de financiamento sobe de R$ 178 mil para R$ 202 mil. Já famílias com renda de cerca de R$ 2.900, que estavam na Faixa 2, passam agora para a Faixa 1.
Imóvel pode custar até R$ 400 mil na Faixa 3 e R$ 600 mil na Faixa 4
O valor máximo do imóvel também mudou nas faixas de renda média. O Conselho Curador do FGTS aprovou em 24 de março de 2026 a alta do teto da Faixa 3 de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na Faixa 4, o limite passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
O salário mínimo subiu para R$ 1.621 em 2026, e o teto de renda da Faixa 1, de R$ 3.200, fica próximo de dois salários mínimos. A própria portaria cita essa relação como um dos motivos da mudança de limite. A Faixa 3 passa a atender imóveis de até R$ 400 mil, e a Faixa 4, de até R$ 600 mil, para famílias que ganham até R$ 13.000 por mês.
Taxas de 4% a 8,16% ao ano e até 35 anos de prazo na Caixa
As condições para famílias com renda de até R$ 9.600 passaram a valer na Caixa Econômica Federal em 22 de abril de 2026. Os juros ficam entre 4% e 8,16% ao ano, com prazo de até 420 meses, o equivalente a 35 anos. A forma de amortização é o SAC, sistema em que a parcela começa mais alta e diminui a cada mês.
A Faixa 4 fica fora da faixa de juros subsidiados. Pelo levantamento, a taxa praticada pelo mercado fica em torno de 10% a 10,5% ao ano para a classe média.
Renda de até R$ 13.000 e outras exigências para financiar
Podem participar famílias com renda bruta mensal de até R$ 13.000 que não sejam proprietárias de imóvel residencial. A família também não pode ter financiamento habitacional ativo nem ter sido beneficiada antes por programa habitacional federal. O comprador precisa ter 18 anos ou mais e CPF regular na Receita Federal.
A aprovação final depende da análise de crédito feita pela Caixa. Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, continua sendo exigência para a inscrição, segundo as regras já conhecidas do programa.
Documentos e etapas até a entrega das chaves
O candidato precisa apresentar documentos de identificação e comprovantes de renda e de residência atualizados. Em muitas cidades, a inscrição é feita diretamente na prefeitura ou no órgão responsável, que faz o primeiro filtro de elegibilidade. A lista de municípios com inscrições abertas em 2026 e os documentos exigidos por cada prefeitura não foram confirmados nesta apuração.
Depois da seleção, as famílias que atendem aos critérios são priorizadas, sobretudo as que estão em situação de extrema vulnerabilidade social. O candidato selecionado assina o contrato de financiamento, que na maioria dos casos é firmado com a Caixa Econômica Federal. Após a assinatura e a aprovação do financiamento, o beneficiário recebe as chaves do imóvel.
















