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O Ministério do Trabalho e Emprego concluiu a etapa de transição e colocou em vigor a interoperabilidade obrigatória para cartões de vale-refeição e vale-alimentação vinculados ao Programa de Alimentação do Trabalhador em todo o Brasil. Com a regra definitiva a partir de novembro de 2026, qualquer terminal de pagamento habilitado para alimentação passa a aceitar todas as bandeiras do mercado, eliminando a exclusividade entre operadoras e maquininhas nos estabelecimentos comerciais.

A determinação encerra o período de adaptação aberto em maio, após a publicação das diretrizes do governo federal em fevereiro. Na prática, restaurantes, padarias e supermercados não precisam mais contratar terminais distintos para processar bandeiras como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash ou Swile.

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Como funciona a integração de maquininhas do PAT?

A interoperabilidade permite que o arranjo de pagamento funcione sob rede aberta. Desde que o estabelecimento comercial esteja cadastrado para receber benefícios alimentares, o sistema da credenciadora deve ler e aprovar a transação de qualquer operadora conveniada.

Em setembro, a fiscalização trabalhista notificou mais de 100 empresas para prestarem esclarecimentos sobre entraves técnicos e recusas de processamento. A exigência busca impedir que vínculos comerciais impeçam o trabalhador de usar o saldo disponível em comércios de sua preferência.

O valor creditado pelas empresas aos funcionários não sofre qualquer reajuste em decorrência da norma. O saldo segue de uso pessoal e restrito à aquisição de alimentos e refeições prontas, sendo proibida a compra de outros produtos ou o saque em dinheiro.

Cartão vale refeição e alimentação
Cartão vale refeição e alimentação – AnnaStills/ Istockphoto.com

Tetos de taxas e prazos de repasse aos comerciantes

A regulamentação do setor também definiu parâmetros financeiros para aliviar custos operacionais cobrados do setor de alimentação fora do lar e do varejo. Antes da intervenção regulatória, os prazos de liquidação das vendas frequentemente ultrapassavam 30 dias.

  • Limite de 3,6% para a taxa global cobrada dos estabelecimentos sobre o valor de cada venda
  • Teto de 2% fixado para a tarifa de intercâmbio repassada entre as empresas do arranjo
  • Prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse do dinheiro faturado aos comerciantes

Parte das empresas de benefícios acionou o Poder Judiciário contestando os tetos tarifários sob o argumento de invasão de competência regulatória. As decisões liminares favoráveis às empresas foram revogadas em instâncias superiores, mantendo a vigência dos índices oficiais.

Punições para empresas e comércios em caso de descumprimento

O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas aplicadas pelo órgão federal do trabalho contra operadoras, empregadores e comerciantes participantes.

  • Aplicação de multas pecuniárias aos responsáveis
  • Lavratura de autos de infração trabalhista
  • Descredenciamento imediato do Programa de Alimentação do Trabalhador
  • Cancelamento e cobrança retroativa de incentivos fiscais concedidos

A fiscalização federal segue aberta para apurar denúncias de recusa injustificada de bandeiras em pontos de venda habilitados.

Dados essenciais sobre a nova regra dos vales

  • Vigência plena: novembro de 2026
  • Abrangência: cartões de vale-refeição e vale-alimentação do PAT
  • Regra principal: aceitação de todas as bandeiras em terminais habilitados
  • Prazo de repasse aos lojistas: máximo de 15 dias corridos
  • Taxa máxima por venda: 3,6%
  • Saldo do trabalhador: inalterado e restrito ao consumo alimentar
  • Órgão fiscalizador: Ministério do Trabalho e Emprego

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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