Gleeden: 51,2% não veem traição em conversas eróticas com IAPor Luís Henrique Costa
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Pouco mais da metade dos entrevistados não vê traição na troca de mensagens eróticas com inteligência artificial. É o que aponta o Estudo Gleeden 2026, que ouviu 1.271 pessoas durante a Intimi Expo, feira do mercado íntimo. Ao todo, 51,2% disseram que usar IA para fins eróticos não configura infidelidade, 19,8% consideram que já é traição e 29% veem uma zona cinzenta.
A amostra tem recorte definido. A maioria dos entrevistados é de mulheres, 78%, com maior concentração entre 26 e 35 anos. Por isso, o resultado retrata o público da feira, e não o conjunto da população do país.
O que os entrevistados pensam sobre IA e sentimentos
Outros pontos da pesquisa tratam da conversa com máquinas sobre emoções e da intenção de uso. Os números mostram que a prática já tem espaço entre os participantes.
- 48,5% já se sentem confortáveis para falar sobre emoções com sistemas de IA.
- 44,6% acreditam que a tecnologia jamais substituirá os sentimentos humanos.
- 27,8% admitem que essa substituição pode acontecer, ao menos em parte.
- 68,8% nunca usaram IA para fins eróticos, mas 53,8% afirmaram que poderiam recorrer a isso no futuro.
Apps de namoro: 40% dos adultos usam e 39% creem em amor por IA
Dados do Estudo Norton 2026 mostram o peso dos aplicativos de relacionamento no país. Segundo a pesquisa, 40% dos adultos brasileiros utilizam esses apps, e parte desse público dedica até 9 horas por semana a eles. Cerca de 39% dos usuários acreditam ser possível desenvolver sentimentos românticos por uma IA.
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Solteiros nos EUA recorrem à IA para o primeiro contato
Nos Estados Unidos, 26% dos solteiros já usaram ferramentas de IA para melhorar a vida amorosa, um crescimento de 333% em relação a 2024. Os dados são do Kinsey Institute com a Match Group, de 2025. Entre as finalidades, 10,9% pediram ajuda para redigir o perfil do aplicativo e 8,7% consultaram a ferramenta sobre o que dizer no primeiro encontro.
A resistência aparece nas mensagens. Para 23% dos entrevistados, a conversa seria encerrada se soubessem que a primeira mensagem foi escrita por IA. Já 36% consideram inaceitável usar a tecnologia em todas as mensagens.
Em 2025, uma pesquisa da empresa de segurança digital World apontou que 72% dos usuários de aplicativos de namoro já suspeitaram ou descobriram que uma paquera era um robô criado por inteligência artificial. Segundo estudos citados na imprensa, os usuários de 18 a 34 anos são os que mais recorrem a essas ferramentas, enquanto os mais velhos resistem mais.
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Tinder, Hinge e Bumble testam recursos de IA nos perfis
Os próprios aplicativos seguem a tendência. Tinder, Hinge e Bumble já testam recursos de IA para melhorar perfis e filtrar matches. Em pesquisa do happn divulgada em julho de 2026, solteiros disseram estar abertos ao apoio prático da tecnologia, mas dispensam o amor artificial, ou seja, um namoro simulado por sistema inteligente.







