Caso Brent Sikkema: ex-marido do galerista é sentenciado à prisão perpétua em tribunal de Nova YorkPor Carolina Costa
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O caso Brent Sikkema teve desfecho definitivo na Justiça norte-americana em 6 de novembro de 2026. Daniel Sikkema, de 56 anos, foi sentenciado à prisão perpétua pelo Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, após ser considerado culpado por planejar e financiar o assassinato do ex-marido, o galerista nova-iorquino Brent Sikkema, de 75 anos.
A imposição da pena de prisão perpétua ocorreu após a condenação proferida por júri popular em 22 de maio de 2026. Na ocasião, os jurados reconheceram a culpa de Daniel em três acusações federais graves: homicídio mediante contratação, conspiração para cometer homicídio mediante contratação e conspiração para cometer homicídio em território estrangeiro.
Decisão federal encerra julgamento em Manhattan
A sentença confirmou a responsabilidade integral de Daniel na elaboração do ataque que resultou na morte do proprietário de galerias de arte. A promotoria demonstrou que o réu conduziu uma manobra premeditada de manipulação de pessoas próximas para consumar o plano financeiro.
“A sentença de prisão perpétua proferida hoje responsabiliza Daniel Sikkema por um plano frio e premeditado de assassinato mediante contratação de um matador, que resultou na morte de seu ex-marido. Durante meses, o réu manipulou amigos, familiares e funcionários para executar um assassinato motivado pela ganância. Suas ações demonstraram um profundo desprezo pela vida humana e pelo Estado de Direito”, declarou Jamie McDonald, procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York.
O crime no Jardim Botânico e as acusações
O homicídio ocorreu na madrugada de 14 de janeiro de 2024, dentro da residência de férias de Brent Sikkema, localizada no bairro Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na ação, o galerista sofreu 18 perfurações causadas por faca.
- Homicídio mediante contratação de executor pago
- Conspiração para cometer assassinato sob pagamento
- Conspiração internacional para assassinar cidadão norte-americano no exterior
A execução material coube ao cubano Alejandro Triana Prevez, contratado por Daniel para viajar ao Brasil e cometer o assassinato. As autoridades policiais e judiciais rastrearam transferências financeiras, mensagens e deslocamentos que ligaram diretamente o planejamento de Nova York ao ataque em território carioca.






