Câmara do Paraguai aprova impeachment de Peña e envia caso ao SenadoPor Luís Henrique Costa
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O presidente Santiago Peña teve o processo de impeachment mantido pela Câmara dos Deputados do Paraguai, que aprovou o prosseguimento por unanimidade nesta quinta-feira (5), em Assunção. O caso foi enviado ao Senado, onde o presidente da Casa, Basilio Núñez, convocou sessão extraordinária para as 10h de sexta-feira (6), no horário local, para ouvir a defesa do mandatário.
A votação aconteceu em meio à crise do Banco Ueno, instituição financeira no centro do caso. Peña anunciou sua renúncia em comunicado nas redes sociais, mas a decisão final sobre o pedido cabe ao Congresso, que pode aceitar ou rejeitar a renúncia do presidente.
Peña anunciou renúncia, mas a decisão final cabe ao Congresso
Na mensagem divulgada nas redes sociais, Peña afirmou: “Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à Presidência da República.” A frase é o único trecho literal do comunicado disponível nesta apuração.
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O impeachment é o processo pelo qual o Legislativo pode afastar do cargo um presidente. No Paraguai, o pedido foi apresentado por um grupo de 35 deputados, e parte da base governista também aderiu à iniciativa. A tramitação, agora, passa ao Senado.
Parlamentares de oposição argumentaram que aceitar a renúncia daria a Peña o status de senador vitalício, com imunidade parlamentar. Segundo eles, essa condição retardaria as investigações da Justiça comum sobre o caso do Banco Ueno.
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Impeachment do vice Pedro Alliana é rejeitado por 48 votos a 30
Na mesma sessão, a Câmara rejeitou o pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Pedro Alliana, por 48 votos contra e 30 a favor. De acordo com o relatório da própria Câmara, a maioria governista do Partido Colorado barrou a acusação contra o vice para preservar a linha de sucessão institucional, ou seja, quem assumiria a Presidência caso o cargo fique vago.
A bancada de oposição, por sua vez, manifestou contrariedade à estratégia de renúncia apresentada por Peña. O resultado da votação contra o vice ainda não foi confirmado por outra fonte independente.
Banco Ueno: reembolso será feito em duas etapas
Enquanto o Congresso lida com a situação do presidente, o Banco Central do Paraguai (BCP) detalhou o cronograma de atendimento aos correntistas do Banco Ueno S.A., que sofreu intervenção e processo de resolução. A autoridade monetária determinou a dissolução do banco em 3 de novembro de 2026, por insolvência, medida que atingiu membros da cúpula do governo.
O Banco Ueno era descrito como o maior banco digital do Paraguai, e Peña foi acionista da instituição antes de ela ser quebrada. A quebra transformou o banco no centro da crise política que chegou ao Congresso nesta semana.
A dissolução do Banco Ueno foi determinada pelo Banco Central do Paraguai em 3 de novembro de 2026, por insolvência, ou seja, quando a instituição não tem condições de cumprir suas obrigações financeiras. A medida atingiu membros da cúpula do governo e levou a crise do banco para dentro do Congresso. A crise reúne, de um lado, a decisão do BCP sobre a instituição e, de outro, a disputa no Congresso sobre a renúncia do presidente, que ainda não tem desfecho.
O reembolso ocorre em duas etapas, conforme os grupos de correntistas:
- Primeira etapa: 722 mil depositantes com contas ativas em outras instituições do sistema financeiro nacional.
- Segunda etapa: aproximadamente 262 mil clientes que operavam exclusivamente com o Banco Ueno, atendidos por uma plataforma de cadastro para a abertura automatizada de contas temporárias nas entidades participantes do sistema de garantia.
O que ainda não se sabe sobre o julgamento no Senado
Ainda não há confirmação independente de que o Senado vá julgar o impeachment de fato na sexta-feira (6). A informação consta apenas de uma fonte, e o rito completo do processo no Senado paraguaio também não foi confirmado.
O resultado da sessão e a eventual aceitação ou rejeição formal da renúncia de Peña não são conhecidos até o momento. Os números de votação e de reembolso do Banco Ueno ainda não foram verificados em outra fonte.
Segundo informação de uma única fonte, o presidente do Senado, Basilio Núñez, convocou a reunião extraordinária para as 10h, no horário local, para ouvir a defesa de Peña. Essa convocação, porém, ainda não foi confirmada por outra fonte independente, e a apuração não localizou o rito completo a ser seguido na Casa. Até o momento, não se sabe se o Senado vai de fato julgar o impeachment na sexta-feira (6), nem qual será o desfecho formal da renúncia apresentada pelo presidente.
A próxima etapa é a sessão extraordinária do Senado paraguaio, marcada para as 10h de sexta-feira (6), para ouvir a defesa do presidente.








