Fazer xixi sentado ou em pé muda a saúde de homens jovens?Por Maria
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Fazer xixi sentado ou em pé não provoca alterações clínicas significativas no fluxo urinário de homens jovens e saudáveis. A constatação integra um ensaio clínico randomizado conduzido por pesquisadores colombianos e publicado no periódico científico Neurourology and Urodynamics em outubro de 2026. A análise com 52 voluntários monitorou parâmetros objetivos por meio de exames de urofluxometria e indicou que a posição escolhida no banheiro representa uma preferência de rotina, sem ganhos ou prejuízos fisiológicos evidentes para esse perfil de paciente.
A investigação avaliou participantes com idades entre 18 e 39 anos, todos sem histórico de doenças no trato urinário inferior. O grupo passou por sorteio para definir a ordem das coletas, garantindo que cada participante realizasse a micção em ambas as posturas com um intervalo mínimo de 24 horas entre as sessões de medição laboratorial. Enquanto 24 homens iniciaram os registros sentados e depois urinaram em pé, outros 28 voluntários executaram a sequência inversa.

Parâmetros avaliados no exame de urofluxometria
O procedimento médico utilizou aparelhos de urofluxometria para registrar o comportamento do jato urinário durante toda a micção. A equipe médica acompanhou indicadores específicos para verificar se o relaxamento da musculatura pélvica traria benefícios práticos:
- Volume total de urina eliminado durante o procedimento
- Fluxo urinário máximo, medido em mililitros por segundo
- Tempo necessário para atingir o pico da vazão urinária
Os dados coletados apontaram que o volume total de urina expelido permaneceu equivalente nas duas situações. Do mesmo modo, o pico do fluxo não sofreu oscilações relevantes decorrentes da postura corporal adotada durante o esvaziamento.
Diferença de segundos e limitações metodológicas
A única variação registrada pelos cientistas ocorreu no tempo gasto até atingir a vazão máxima do jato. Os participantes demoraram em média 3,3 segundos a mais para alcançar o pico de velocidade quando estavam em pé, marca influenciada pelo registro atípico de um único voluntário fora da média geral.
Em avaliação no artigo científico, os autores pontuaram que a posição sentada esteve associada a um intervalo menor para alcançar o fluxo máximo, mas ressaltaram que a variação observada não demonstra relevância clínica prática. A equipe médica destacou ainda a necessidade de ensaios com amostras mais amplas e voluntários sintomáticos, uma vez que o estudo não quantificou o resíduo de urina retido na bexiga após a micção.
Homens com sintomas de aumento da próstata mantêm orientações distintas daquelas observadas em jovens sem queixas. Trabalhos anteriores na literatura urológica indicam que sentar no vaso sanitário auxilia o relaxamento pélvico em pacientes com obstruções urinárias, facilitando o esvaziamento vesical completo.







