Oposição em Israel reúne 67 apoios para substituir NetanyahuPor Maria
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O líder oposicionista Gadi Eisenkot conquistou nesta quinta-feira (05) o respaldo formal de 67 parlamentares para a formação de um novo governo em Israel, ultrapassando os 46 apoios obtidos pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante as consultas oficiais conduzidas na residência presidencial em Jerusalém. Com o resultado, o bloco anti-Netanyahu superou a barreira mínima de 61 assentos entre as 120 cadeiras da Knesset, o parlamento do país, após uma inédita articulação com legendas árabes e a quebra de aliança de setores religiosos tradicionais.
Apesar da vantagem numérica demonstrada na rodada institucional, o presidente israelense, Isaac Herzog, declarou que pretende anunciar a designação oficial apenas no domingo (08), após conversas adicionais com dirigentes partidários. Em comunicado, Herzog afirmou que os resultados preliminares parecem claros, mas ressaltou que a atribuição legal exige a avaliação sobre a capacidade real do indicado de compor uma maioria sustentável, diante de vetos cruzados existentes entre as legendas que compõem o quadro legislativo.
A virada política foi consolidada pelo apoio explícito das bancadas árabes, que alcançaram uma representação recorde de 19 parlamentares na votação legislativa realizada em 27 de outubro de 2026. A Lista Unida formalizou o respaldo para bloquear a permanência de Netanyahu no poder, postura acompanhada pelo partido Ra’am, comandado por Mansour Abbas, marcando um dos raros momentos na história do país em que representantes da minoria árabe recomendam diretamente um candidato de centro para o cargo máximo do Executivo.
Paralelamente, o partido Judaísmo Unido da Torá, aliado tradicional de Netanyahu por três décadas, registrou abstenção com seus sete deputados em virtude de divergências sobre a obrigatoriedade do serviço militar para estudantes religiosos, enfraquecendo a sustentação do atual premiê. O partido Yashar, liderado por Eisenkot, encaminhou requerimento exigindo a entrega imediata da incumbência de formar o Executivo, destacando que o patamar de 67 indicações constitui o maior volume de recomendações obtido por uma candidatura em Israel desde 2015.
A legislação do país confere ao chefe de Estado o prazo limite até 11 de novembro de 2026 para indicar quem conduzirá a estruturação do gabinete. O político designado terá 28 dias para formalizar acordos e distribuir pastas ministeriais, com possibilidade legal de prorrogação suplementar por mais 14 dias antes de uma eventual transferência da incumbência a outro nome.






