Sigilo sobre Michael Schumacher (F1) ganha apoio de ex-chefe da Red Bull na SuíçaPor Luís Henrique Costa
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O ex-chefe de operações da Red Bull e ex-mecânico da McLaren Richard Hopkins afirmou que respeita a decisão de Corinna Schumacher, esposa do ex-piloto, de manter sigilo sobre a saúde de Michael Schumacher. A declaração foi dada em 14 de outubro de 2026. Aos 57 anos, o heptacampeão mundial de Fórmula 1 vive de forma reservada na Suíça e não aparece em público há cerca de 13 anos.
Hopkins construiu uma amizade com o alemão nos anos 1990, quando trabalhava como mecânico da McLaren e tomava café com frequência com ele no paddock, a área de bastidores das equipes de Fórmula 1. Mesmo sentindo falta da convivência constante do passado, ele disse que um reencontro só faria sentido se o amigo estivesse em boas condições.
Ao falar sobre um possível encontro, Hopkins declarou: “Espero vê-lo novamente. Adoraria. Mas só se for o certo. Acho que ninguém quer ver Michael numa situação em que não o queremos ver, ou em que Michael não quer que o vejamos. Mas, ao mesmo tempo, se ele não estiver bem, eu preferiria não vê-lo”.
Ex-dirigente vê proteção da família como forma de preservar a imagem de Schumacher
Para Hopkins, a restrição de informações adotada por Corinna busca resguardar a imagem do marido depois do acidente que mudou a rotina da família. Ele avaliou que os antigos colegas de profissão e o público que acompanhou o alemão nas pistas não devem reprovar essa postura.
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Ao comentar a decisão da esposa, Hopkins admitiu que não conhece os pensamentos dela sobre o assunto. “Não sei o que Corinna pensa. Não sei quais são os pensamentos dela sobre isso. Mas talvez, de certa forma, esteja relacionado a isso, já que se trata de Michael. Ele era a personificação da força, e acho que ela está protegendo-o mais do que a si mesma, a família e tudo mais. Eu adoraria ver o Michael, bater um papo com ele, tomar um café com ele, em vez de vê-lo numa situação desagradável. Então, temos que respeitar isso”, declarou o ex-chefe de operações da Red Bull.
Netflix mostra lado emotivo de Schumacher nos bastidores da F1
As lembranças do comportamento do ex-piloto dentro e fora das pistas voltaram a ganhar espaço após a estreia mundial do documentário “Schumacher ’94 – O Nascimento de Uma Lenda”, também distribuído no Brasil como “Schumacher 94: Nasce Uma Lenda”. A plataforma de streaming Netflix lançou a produção em 2 de outubro de 2026. Dirigida por Christin Freitag a partir de 1.300 horas de material de arquivo, a obra retrata o primeiro dos sete títulos mundiais do alemão, conquistado pela Benetton em uma temporada marcada pelas mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger em Ímola, desclassificações nas etapas da Grã-Bretanha e da Bélgica, suspensão de duas corridas e a decisão do campeonato em Adelaide.
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Hopkins também descreveu o alemão como uma pessoa emotiva, que não escondia a irritação nos bastidores. “Schumacher era um cara muito emotivo, demonstrava seus sentimentos abertamente, principalmente quando se irritava emocionalmente. Não necessariamente triste emocionalmente. Tenho certeza de que houve outras ocasiões em que ele ficou assim. O cara não era totalmente de aço. Ele não era um robô. No fim das contas, ele era um ser humano”, afirmou.
Acidente de esqui de 2013 afastou o alemão da vida pública
O afastamento começou em dezembro de 2013, quando o ex-piloto sofreu um grave traumatismo craniano ao bater a cabeça em uma rocha enquanto esquiava com a família nos Alpes franceses. Desde então, ele nunca se recuperou totalmente e segue em sua mansão na Suíça. Relatos indicam que ele passou a ser transportado em cadeira de rodas, mas os registros privados são estritamente controlados pela família, e o estado clínico atual do heptacampeão segue sob sigilo, sem confirmação médica oficial pública.








