Pequim intensifica medidas restritivas após novo surto de covid-19
Uma onda de novos casos do novo coronavírus ligados ao mercado de frutos do mar Xinfadi, em Pequim, fez a capital da China intensificar medidas restritivas em todas as suas regiões. Segundo noticiou a emissora de TV estatal CGTN, todos os bairros da cidade retomaram o nível 2 de emergência, o que obriga a interdição temporária de espaços fechados e locais de entretenimento público. Dos 49 infectados registrados pelo governo chinês nesta segunda-feira (15), 39 são provenientes de contágio doméstico, enquanto 10 foram importados de outros países. Dentre os casos domésticos, 36 são de Pequim.
Segundo as autoridades de saúde da capital chinesa, Pequim completou 56 dias sem relatar novos casos de covid-19 antes da primeira infecção relacionada ao mercado Xinfadi. Até agora, 79 casos ligados ao atacado de produtos alimentícios foram confirmados. Ao todo, a China já somou 83.181 infectados e 4.634 mortos pelo novo coronavírus desde o início da pandemia em dezembro de 2019.
Outros países asiáticos também registraram novos casos de coronavírus. A Coreia do Sul reportou 37 contaminações nas últimas 24 horas, para um total de 12.121 casos. Já o Japão contabilizou mais 62 infectados. No Japão, 18.214 pessoas contraíram o novo coronavírus, e 938 morreram de covid-19.
Um estudo feito por pesquisadores estadunidenses revelou que uma mutação do vírus que causa a covid-19, o Sars-Cov-2, pode aumentar significativamente sua capacidade de infectar as células do corpo humano. Segundo a pesquisa, a mutação ocorre no número de “proteínas S” que o vírus carrega. Observadas na estrutura microscópica do novo coronavírus como espécies de “espinhos”, são essas proteínas que permitem ao vírus se anexar às células humanas, infectando-as. Os pesquisadores afirmam que, após a mutação, o Sars-Cov-2 chega a ter 4 ou 5 vezes mais proteínas S. A descoberta pode explicar porque alguns dos primeiros surtos da pandemia não chegaram ao ponto de sobrecarregar sistemas de saúde em alguns países.
Após se tornar um novo epicentro mundial da pandemia e o quarto país mais atingido pela covid-19, a Índia decidiu restaurar a quarentena em uma região onde vivem cerca de 15 milhões de pessoas. Os distritos de Chennai e outras cidades próximas irão retomar as medidas restritivas do período anterior à abertura no país, o que ocorreu no começo do mês de junho. O país já registrou 332.424 casos e 9.520 mortes por coronavírus, segundo dados compilados pela Universidade norte-americana de Johns Hopkins.
Três cidades da Rússia decidiram cancelar o desfile militar marcado para o dia 24 de junho por temer que o evento cause um surto de infecções de covid-19, apesar da pressão feita pelo presidente Vladimir Putin de manter o evento na capital Moscou. Os municípios que suspenderam os desfiles foram Penza, Pyatigorsk e Yakutsk. O país é o terceiro com mais casos da doença no mundo todo, com 537.210 infectados, além de 7.091 óbitos registrados durante a pandemia.
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