Furacão Melissa causa 25 mortes no Haiti e avança para Cuba após devastar Jamaica com ventos de 295 km/h
O furacão Melissa atingiu o norte do Caribe na quarta-feira, 29 de outubro de 2025, após causar destruição na Jamaica e inundações graves no Haiti. A tempestade, classificada como categoria 5 na escala Saffir-Simpson, registrou ventos sustentados de 295 km/h ao tocar o solo na costa sudoeste da Jamaica na terça-feira. Autoridades haitianas confirmam pelo menos 25 mortes, principalmente em áreas inundadas, elevando o total de vítimas no Caribe para quase 30.
A passagem indireta de Melissa pelo Haiti gerou transbordamento de rios e deslocamento de mais de 12 mil pessoas para abrigos de emergência. Na Jamaica, o fenômeno isolou comunidades rurais e deixou 77% da ilha sem energia elétrica. Cuba, por sua vez, evacuou 735 mil residentes antes do impacto na província de Santiago, onde ventos de 195 km/h derrubaram árvores e danificaram infraestruturas.
Trajetória da tempestade no Caribe
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos monitorou Melissa desde sua formação no final de semana, quando evoluiu rapidamente de uma depressão tropical para categoria 5 em menos de 48 horas. A intensificação ocorreu devido a águas oceânicas acima da média, prolongando o período de destruição.
Após a Jamaica, a tempestade enfraqueceu para categoria 3 ao entrar em Cuba durante a madrugada de quarta-feira, mas manteve chuvas torrenciais que afetaram o leste da ilha.
Cobertura completa: Central America
- Ventos máximos: 295 km/h na Jamaica, caindo para 193 km/h em Cuba.
- Pressão mínima: 892 milibares, terceira mais baixa registrada no Caribe.
- Movimento: Lento, o que ampliou as inundações em áreas costeiras.
Especialistas classificam Melissa como o terceiro furacão mais intenso da história da região, superando eventos anteriores em velocidade de fortalecimento.
Mortes e inundações no Haiti
Autoridades da agência de gestão de desastres do Haiti relataram 25 óbitos, com foco em Petit-Goâve, cidade a 64 km da capital Porto Príncipe. Um rio local transbordou, inundando mais de mil residências e deixando 12 pessoas desaparecidas.
Dez das vítimas eram crianças, atingidas por enchentes repentinas que destruíram acampamentos improvisados. O conflito entre gangues no país, que já deslocou 1,3 milhão de indivíduos, agravou a vulnerabilidade das populações afetadas.
Suprimentos de emergência demoraram a chegar, forçando moradores a improvisar abrigos em escolas e igrejas.
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O governo haitiano ordenou o fechamento de escolas e comércios na quarta-feira para priorizar resgates.
Danos na Jamaica e esforços de recuperação
A Jamaica sofreu o impacto direto de Melissa como o furacão mais forte em sua história, com ventos que arrancaram telhados e derrubaram postes de energia. Quatro corpos foram encontrados no condado agrícola de St. Elizabeth, onde inundações revelaram os restos.
O primeiro-ministro Andrew Holness visitou o Hospital Black River, único centro público na região, onde funcionários relataram noites de trabalho sob lanternas devido à falta de luz.
- Mais de 25 mil pessoas em abrigos de emergência.
- Danos econômicos estimados em US$ 22 bilhões pela AccuWeather.
- Reconstrução pode levar uma década, segundo analistas.
O aeroporto de Kingston reabriu parcialmente na quinta-feira para voos de alívio, mas 25 mil turistas internacionais permanecem isolados.
O ministro Desmond McKenzie enfatizou que nenhum pedido de abrigo seria negado, enquanto equipes limpavam estradas bloqueadas por detritos.
Evacuações em massa em Cuba
Cuba ativou protocolos de emergência antes da chegada de Melissa, evacuando 735 mil pessoas das províncias orientais. A tempestade tocou o solo em Guamá, 40 km a oeste de Santiago de Cuba, isolando 241 comunidades rurais sem comunicação.
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O presidente Miguel Díaz-Canel alertou para riscos contínuos de chuvas, que provocaram deslizamentos em áreas montanhosas. Até o momento, nenhuma morte foi confirmada na ilha, mas danos em colheitas de inverno ameaçam a segurança alimentar.
A infraestrutura energética sofreu interrupções, deixando regiões sem eletricidade por horas. Equipes de resgate priorizaram a restauração de linhas de transmissão.
Cuba enfrenta escassez pré-existente de combustível e medicamentos, o que complica a distribuição de auxílio.
Alertas nas Bahamas e ilhas próximas
Melissa, rebaixada para categoria 1 na quinta-feira, avança para nordeste rumo às Bahamas, onde 1.500 pessoas foram evacuadas em uma das maiores operações do arquipélago. Ventos de 150 km/h e chuvas intensas ameaçam inundações em ilhas baixas.
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Moradores de Turks e Caicos se abrigam, enquanto nas Bermudas, a 1.440 km de distância, preparativos incluem reforço de estruturas costeiras. O governo bahamense classificou a evacuação como prioritária para evitar perdas humanas.
Previsões indicam que a tempestade perderá força sobre terra, mas resquícios de umidade persistirão até o fim da semana.
Autoridades regionais coordenam com agências internacionais para monitorar o deslocamento.
Ações de ajuda internacional
Países vizinhos e organizações globais mobilizaram recursos para as áreas afetadas por Melissa. Equipes de resgate dos Estados Unidos chegam à Jamaica para avaliar danos em infraestrutura crítica.
A Comunidade Caribenha emitiu nota de solidariedade, destacando a necessidade de fundos para recuperação rápida. Doações de alimentos e equipamentos médicos fluem para o Haiti via República Dominicana.
Governos locais priorizam a reabertura de rotas de suprimentos, com foco em comunidades isoladas.
Cuba recebe apoio técnico de nações aliadas para reparos em redes elétricas.
Fatores de intensificação da tempestade
O aquecimento das águas do Caribe, com temperaturas recordes, acelerou o fortalecimento de Melissa, segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. Esse padrão repete eventos recentes na região, com furacões ganhando força em curtos intervalos.
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O movimento lento da tempestade prolongou a exposição a ventos e chuvas, elevando o volume de precipitação em até 500 mm em algumas áreas.
- Águas superficiais: 1-2°C acima da média sazonal.
- Intensificação rápida: De categoria 1 para 5 em 36 horas.
- Comparação histórica: Supera o furacão Gilbert de 1988 em velocidade.
Especialistas monitoram padrões semelhantes para alertas futuros na temporada.










