Bancos pretendem aderir ao programa de renegociação de dívidas no CPF

2 min de leitura
cpf cartao Fotografia de MixVale.com.br

Bancos pretendem aderir ao programa de renegociação de dívidas no CPF Os bancos prometem aderir ao novo programa de renegociação de dívidas do governo federal. Quem tem dívida de até R$ 5.000 poderá participar. Idealizado pela equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Desenrola Brasil deve começar em julho.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) disse ao R7 que participa da elaboração da medida “desde o início de sua formulação”. Em nota, a organização afirmou que ela “acredita que o Programa Desenrola tem potencial para que o crédito possa continuar a ser concedido de forma segura e dentro das necessidades dos tomadores”.

No total, são 114 instituições financeiras associadas à Febraban. Bradesco, Itaú e Santander são alguns deles.

À reportagem, o Bradesco confirmou que vai aderir ao programa. Ainda, o Banco do Brasil informou que “aguarda a regulamentação” do Desenrola para implementar as renegociações.

“O Banco vai ampliar, sob o Desenrola, as soluções de renegociação de dívidas disponíveis a todos os nossos clientes”, prometeu o BB.

Por sua vez, a Caixa detalhou que “os impactos operacionais e financeiros” da ferramenta ainda estão “em avaliação”.

Assim, a dúvida está em relação às instituições que não estão ligadas à Febraban. O Nubank, por exemplo. O R7 tentou contato com a companhia, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

O que será o Desenrola Brasil

O programa de renegociação de dívidas está em elaboração desde o início do ano. Ele dividirá o público em duas faixas. Os que recebem até dois salários mínimos (R$ 2.640) e quem deve até R$ 5 mil.

O programa prevê que o nome de pessoas que devem até R$ 100 deixe de constar da lista de devedores de órgãos de proteção ao crédito.

No processo, os débitos poderão ser parceladas em até 60 vezes. A iniciativa pode beneficiar 70 milhões de brasileiros que estão endividados, segundo Haddad.

Para isso, será usado o FGO (Fundo de Garantia de Operações). Ou seja, os bancos credores terão acesso aos recursos do fundo para renegociar as dívidas. É um instrumento criado na pandemia que conta com quase R$ 10 bilhões. Fonte R7

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas