O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, revelou que a meta estabelecida pela pasta para este ano é reduzir o tempo de espera na fila para a obtenção de benefícios do INSS para uma média de 30 dias. Atualmente, o tempo para análise de pedidos assistenciais ou previdenciários é de 49 dias, em média.
De acordo com Lupi, todos os meses são recebidos cerca de 900 mil a 1 milhão de novos pedidos, o que torna difícil alcançar uma média de espera de apenas 30 dias.
“Eu quero, neste ano de 2024, chegar à data de 30 dias de espera para a conclusão do benefício. O que significa? Que no próprio mês em que a pessoa der entrada, o processo seja concluído”, afirmou o ministro durante a abertura do curso de formação dos aprovados no último concurso do INSS.
No entanto, Lupi ressaltou que a fila do INSS nunca será eliminada, argumentando que é necessário tempo para examinar cuidadosamente a documentação dos beneficiários.
Quanto ao censo de 2022, que revelou um Brasil mais envelhecido e feminino, a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em pouco mais de uma década.
Ao assumir o ministério em janeiro de 2023, Lupi prometeu zerar as filas do INSS. No entanto, em agosto, ele recuou diante da entrada de novos pedidos de benefícios, afirmando que isso “nunca” aconteceria.
“O meu desafio é que, ao mesmo tempo em que você precisa reduzir a fila, que chegou a mais de 1,8 milhão, você também tem o fluxo diário e mensal de pedidos iniciais. A fila nunca será zerada, mas o prazo médio de concessão será de 45 dias em dezembro, com certeza”, afirmou Lupi na época.
Após reduzir o tempo de espera na fila, o próximo desafio será “humanizar” o atendimento do INSS, conforme destacado pelo ministro.
