Chuva histórica no RS: Guaíba invade ruas e rodoviária de Porto AlegrePor Carolina Costa
Atualizado 2 min de leitura
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Porto Alegre enfrenta uma situação crítica conforme o nível do Guaíba alcançou marcas alarmantes nesta sexta-feira (3), com o rio atingindo 4,50 metros de altura e continuando a subir. Este é o maior nível registrado desde a enchente de 1941, que deixou o Guaíba em 4,76 metros. A cidade, atingida por temporais severos na última semana, está em alerta máximo com a cota de inundação oficialmente fixada em 3 metros na área do Cais Mauá.
Impacto Devastador das Chuvas
O Rio Grande do Sul registra consequências dramáticas das chuvas: 32 mortes, 74 desaparecidos e 56 feridos. A Defesa Civil estadual reporta que 24.200 pessoas estão deslocadas, sendo 7.165 em abrigos temporários e 17.087 em casas de parentes ou amigos. Com 235 municípios afetados, cerca de 351.600 pessoas sofreram impactos diretos dos eventos climáticos.
Medidas Urgentes
Com o avanço das águas, áreas significativas de Porto Alegre já estão submersas, incluindo partes da Orla da Zona Sul e as avenidas Mauá e Conceição. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) recomendou que as pessoas evitem deslocamentos para a capital, dada a gravidade dos alagamentos.
Transtornos no Transporte
A estação rodoviária da cidade enfrenta condições de alagamento, com 95% das viagens interrompidas. “As passagens já adquiridas permanecerão válidas. Não é necessário correr até a rodoviária; os bilhetes continuam valendo,” tranquiliza Jorge Rosa, gerente de operações da estação.
Precauções e Cuidados
Como medida de precaução, o Internacional fechou seu Centro de Treinamento Parque Gigante, situado próximo ao Guaíba, para proteger atletas e funcionários. Além disso, a Prefeitura de Porto Alegre ativou o sistema de comportas para combate às enchentes e decretou estado de calamidade pública, buscando coordenar uma resposta mais efetiva à crise.
Alerta à População
A cidade e o estado continuam em alerta enquanto as autoridades e os serviços de emergência trabalham incessantemente para mitigar os efeitos da enchente e prestar auxílio às vítimas deste desastre natural. A situação requer uma vigilância constante, com a comunidade sendo instada a seguir as orientações dos órgãos de segurança e se manter informada pelos canais oficiais.







