Governo investiu 7 vezes mais na recuperação que na prevenção no RSPor Carolina Costa
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O governo federal redirecionou consideravelmente os recursos para a prevenção e resposta a desastres no Rio Grande do Sul, com um foco notável na reconstrução após eventos climáticos extremos. Entre 2018 e 2024, foram aplicados R$ 518,2 milhões em ações de recuperação e R$ 81,2 milhões em medidas preventivas, refletindo uma ênfase crescente na necessidade de resiliência e preparação a longo prazo.
Divisão de Recursos por Ano Ao longo dos anos, o financiamento para prevenção e recuperação variou consideravelmente:
- Em 2018, R$ 14,4 milhões foram destinados à prevenção e R$ 20,5 milhões à recuperação.
- Já em 2023, a prevenção recebeu R$ 9,1 milhões contra expressivos R$ 263,9 milhões para ações de recuperação.
- Para 2024, até agora, foram alocados R$ 6,5 milhões para prevenção e R$ 149,6 milhões para reconstrução.
Mudança de Estratégia em Resposta aos Desastres A tragédia de 2023, provocada por um ciclone extratropical, realçou a vulnerabilidade da região a desastres naturais, levando a uma revisão significativa da alocação de recursos. O Ministério das Cidades recentemente ampliou o orçamento de prevenção para R$ 636 milhões em 2024, evidenciando uma mudança de paradigma de reativa para proativa na gestão de desastres.
Investimentos Federais e Ações Locais Além das ações federais, há esforços coordenados com governos municipais, especialmente em obras de contenção de encostas e sistemas de drenagem, críticos para mitigar os impactos de futuros desastres. Esses projetos, parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), representam um investimento de R$ 6,5 bilhões, com R$ 1,7 bilhão dedicado especificamente à contenção de encostas.
Perspectiva Regional e Nacional No cenário nacional, o Rio Grande do Sul mostrou uma tendência de receber mais recursos para recuperação do que para prevenção, uma realidade que reflete a abordagem geral do país em termos de gestão de desastres. Em 2024, a participação do estado em fundos de prevenção foi de 4,1%, enquanto os fundos para recuperação foram de 22,6%.
O aumento dos investimentos em prevenção é uma resposta necessária à frequência crescente de eventos climáticos severos. Esta mudança não só ajuda a mitigar os danos quando ocorrem desastres, como também promove uma cultura de preparação e resiliência, essencial para proteger as comunidades vulneráveis do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil.







