Mortes por enchentes chegam a 107 e milhares ficam desabrigados no Rio Grande do SulPor Jeronimo Santos
Atualizado 2 min de leitura
![]() |
O estado do Rio Grande do Sul enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente devido a intensos temporais. Segundo o mais recente boletim da Defesa Civil, o número de mortos já alcançou 107, com 136 pessoas ainda desaparecidas e 374 feridos. Além disso, o número de desalojados e desabrigados é alarmante, com mais de 232 mil pessoas fora de suas casas, sendo 67.542 em abrigos e 164.583 desalojados.
Distribuição das Fatalidades: As mortes estão distribuídas por várias cidades, incluindo Bento Gonçalves (6), Canoas (4), Caxias do Sul (5), e Gramado (7), entre outras. O impacto devastador das enchentes afetou a vida de quase 1,5 milhão de pessoas em todo o estado, com 425 dos 497 municípios gaúchos relatando problemas significativos devido ao clima.
Impacto nos Serviços e Infraestrutura: A situação também causou estragos consideráveis na infraestrutura local, com 139 trechos de estradas bloqueados, dificultando o acesso e a movimentação dentro do estado. A energia elétrica foi cortada em aproximadamente 459 mil pontos, e problemas significativos de abastecimento de água afetam cerca de 523 mil imóveis. As operadoras de telecomunicações reportam falhas extensivas, afetando a comunicação essencial em tempos de crise.
Educação e Transporte Severamente Afetados: As condições adversas forçaram a suspensão das aulas em várias instituições, afetando diretamente cerca de 331 mil estudantes. O Aeroporto Salgado Filho e a estação rodoviária de Porto Alegre estão fechados, paralisando grande parte do transporte na região.
Alertas e Previsões Futuras: A Defesa Civil emitiu alertas para mais chuva e ventos fortes, exacerbando os riscos para as áreas já devastadas. Meteorologistas atribuem a severidade dos temporais a uma combinação de fatores climáticos, incluindo um corredor de umidade da Amazônia e bloqueios atmosféricos.
Estado de Calamidade e Resposta Governamental: O governo do estado decretou calamidade, reconhecida pelo governo federal, possibilitando a solicitação de recursos federais para assistência humanitária e reconstrução. As autoridades continuam mobilizadas para prestar socorro, mitigar danos e oferecer suporte às populações afetadas.







