SPVAT: a novo seguro obrigatório que substitui o DPVAT e como funcionará

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Foto: Detran-CE/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que reestabelece a obrigatoriedade do seguro para veículos terrestres, substituindo o antigo DPVAT pelo novo Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). O objetivo principal desse seguro é garantir indenizações às vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de culpa.

Quem Deverá Pagar o SPVAT?

O SPVAT será obrigatório para todos os proprietários de veículos automotores, incluindo carros, motos, caminhões e micro-ônibus. A cobrança será realizada anualmente, e os valores arrecadados serão destinados ao pagamento de indenizações para vítimas de acidentes de trânsito.

A nova lei, publicada no Diário Oficial da União (DOU), trouxe algumas mudanças significativas, como os vetos presidenciais que excluíram os artigos que previam multas e a classificação de infração grave para motoristas que não efetuarem o pagamento do seguro.

O Que é o SPVAT?

O SPVAT é a versão atualizada do antigo DPVAT, sendo uma contribuição anual obrigatória para todos os proprietários de veículos no Brasil. Este seguro é destinado a cobrir despesas médicas, serviços funerários, reabilitação de vítimas e indenizações em casos de morte ou invalidez permanente, seja ela total ou parcial.

Valor e Cobrança do SPVAT

O valor do SPVAT será estabelecido pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e a estimativa é que a contribuição anual varie entre R$ 50 e R$ 60, conforme projeções do Ministério da Fazenda. A cobrança começará em 2025 e poderá ser feita junto ao licenciamento anual do veículo ou ao pagamento do IPVA, conforme a escolha de cada estado. Além disso, estados que optarem por realizar essa cobrança poderão receber até 1% do total arrecadado anualmente pelo SPVAT.

Destinação dos Fundos Arrecadados

Os recursos do SPVAT serão utilizados para indenizar vítimas de acidentes de trânsito, abrangendo os seguintes casos:

  • Morte: Indenizações para as famílias das vítimas fatais.
  • Invalidez permanente: Valores indenizatórios conforme a gravidade da invalidez, seja ela total ou parcial.

Além disso, o seguro cobrirá reembolsos para:

  • Assistência médica: Incluindo tratamentos de fisioterapia, medicamentos e equipamentos ortopédicos necessários.
  • Serviços funerários: Custos relacionados ao funeral em casos de morte.
  • Reabilitação profissional: Para vítimas que necessitem de reabilitação para retornar ao mercado de trabalho.

Consequências do Não Pagamento

Embora o presidente Lula tenha vetado a imposição de multas e a classificação de infração grave para o não pagamento do SPVAT, motoristas que não quitarem o seguro não poderão licenciar seus veículos, o que os impedirá de circular legalmente. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) será responsável por garantir o cumprimento da lei e as condições para a renovação do licenciamento.

Por Que o SPVAT Foi Reintroduzido?

A cobrança do DPVAT havia sido suspensa em 2020, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o argumento de que os fundos arrecadados até então seriam suficientes para cobrir as indenizações até novembro de 2023. Com o esgotamento desses recursos, a nova regulamentação, sancionada por Lula, reintroduz a cobrança para garantir a continuidade dos pagamentos às vítimas de acidentes de trânsito, assegurando o suporte necessário para quem enfrenta situações de vulnerabilidade após um acidente.

Conclusão

Com a reintrodução do SPVAT, o governo busca reforçar a rede de proteção às vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. A nova lei visa a criar um sistema mais moderno e adaptado às necessidades atuais, assegurando que todos os motoristas contribuam para um fundo essencial para salvar vidas e minimizar os impactos de acidentes nas famílias brasileiras.

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