13º do Bolsa Família não está previsto: entenda o contexto e as novas regras do programaPor Luís Henrique Costa
4 min de leitura
![]() |
Nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais informações incorretas de que o atual governo teria acabado com o 13º salário do Bolsa Família. No entanto, é importante esclarecer que o pagamento desse benefício extra foi instituído apenas uma vez, em 2019, durante a gestão anterior, por meio de uma medida provisória que não foi renovada nos anos seguintes. Assim, o 13º não foi pago em 2020, 2021, nem em 2022.
Reformulação do Bolsa Família
O Bolsa Família foi reformulado no atual governo, que introduziu um valor mínimo de R$ 600 por família. Além desse valor básico, foram adicionados benefícios complementares, como R$ 150 por criança de até seis anos e um adicional de R$ 50 por criança ou adolescente de sete a 18 anos, gestantes e nutrizes. Além disso, foi estabelecida uma renda mínima de R$ 142 para cada integrante da família, reforçando o suporte financeiro às famílias de baixa renda.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Benefício Primeira Infância e Outras Novidades
Uma das principais inovações do novo Bolsa Família é o Benefício Primeira Infância, que desde março de 2023, contempla cerca de 8,9 milhões de crianças de zero a seis anos com um adicional de R$ 150. Esse benefício faz parte da estratégia do governo para garantir uma maior proteção social às famílias mais vulneráveis, focando especialmente nas crianças.
O cálculo do repasse do Bolsa Família foi atualizado para garantir que cada membro da família tenha direito ao Benefício Renda de Cidadania, de R$ 142. Além disso, o Benefício Variável Familiar assegura um adicional de R$ 50 para dependentes de sete a 18 anos e para gestantes, proporcionando uma cobertura mais abrangente às diferentes composições familiares. A partir de outubro deste ano, o programa foi expandido para incluir também um adicional de R$ 50 para nutrizes, responsáveis pela alimentação de bebês de 0 a 6 meses.
O Impacto do Bolsa Família ao Longo dos Anos
Desde sua criação, o Programa Bolsa Família tem desempenhado um papel crucial na redução da pobreza e da insegurança alimentar no Brasil. A iniciativa, que se tornou referência internacional, integra políticas públicas de saúde, educação, assistência social e moradia, visando promover a superação da pobreza e impulsionar a transformação social no país.
Complementos de Final de Ano: Iniciativas Locais
Embora o governo federal não tenha previsto o pagamento de um 13º salário para o Bolsa Família, alguns estados e municípios possuem autonomia para instituir complementações financeiras aos beneficiários. Esses adicionais de final de ano são iniciativas locais, financiadas pelos governos estaduais ou municipais, sem a utilização de recursos federais.
Um exemplo dessa prática pode ser observado em Pernambuco, onde uma Lei Estadual de 2019 estabeleceu o pagamento de um adicional de final de ano para os beneficiários de programas sociais do Governo Federal. Recentemente, em outubro deste ano, a Paraíba também instituiu, por meio de Lei Estadual, o pagamento complementar para os beneficiários do Bolsa Família.
É importante que os beneficiários do Bolsa Família estejam cientes das verdadeiras condições do programa e evitem cair em peças de desinformação. O governo federal reformulou o programa para oferecer um suporte mais robusto e direcionado às famílias em situação de vulnerabilidade, mas o 13º salário não faz parte dessa nova configuração. Benefícios adicionais, como o pagamento extra de final de ano, podem existir, mas são iniciativas dos governos estaduais ou municipais.















