Incêndios atingem 10 mil hectares no Parque do Jalapão e suspendem visitações

Fumaça Jalapao

Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

Uma extensa área de 10 mil hectares no Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, foi devastada por queimadas, obrigando a suspensão das visitações nas famosas Dunas do Jalapão. Brigadistas atuam para controlar o incêndio, que segue sem causa definida, enquanto o fogo avança sobre a vegetação ao redor, criando uma densa cortina de fumaça que já cobre parte da região.

Vídeos registrados nesta sexta-feira (6) mostram grandes nuvens de fumaça tomando conta das Dunas e da Serra do Espírito Santo, outro ponto turístico da área. A suspensão das visitas foi decretada como medida preventiva desde a última quarta-feira (4), afetando também a Lagoa da Serra, no complexo das Serras Gerais.

Brigadistas combatem fogo com equipamentos manuais

O combate ao incêndio está sendo realizado de forma intensiva por brigadistas que utilizam abafadores, bombas costais e sopradores. As ações são focadas nos períodos da manhã e no final da tarde, quando as condições climáticas são mais favoráveis. Durante o meio-dia, os trabalhos são interrompidos devido ao forte calor e aos ventos, que intensificam a propagação das chamas.

Investigação aponta indícios de ato criminoso

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), responsável pela administração do parque, já iniciou uma investigação para apurar as causas do incêndio. A hipótese de que o fogo tenha sido iniciado por ação humana, possivelmente criminosa, está sendo considerada. Segundo informações preliminares, há suspeitas de que o incêndio tenha começado em uma área próxima a propriedades particulares, onde o fogo pode ter escapado de um manejo controlado.

Parque adota manejo integrado do fogo

O Parque Estadual do Jalapão segue a prática do manejo integrado do fogo, uma técnica de prevenção e controle de queimadas. No entanto, a área próxima às Dunas, onde o incêndio foi registrado, não era utilizada para essas atividades por questões de segurança. Esse fato levanta suspeitas sobre a origem do fogo, uma vez que acidentes dessa natureza não haviam sido registrados anteriormente.

Outros pontos turísticos afetados

As chamas também atingiram a Lagoa da Serra, localizada em Rio da Conceição. Turistas que estavam na área precisaram evacuar rapidamente, e quiosques e vegetações foram destruídos pelas chamas. Apesar dos danos materiais, não houve relatos de feridos, e o fogo na região foi controlado pelas equipes de combate.

Situação do cerrado após o fogo

De acordo com o Secretário de Meio Ambiente de Rio da Conceição, Diogenes Pereira Batista, apesar dos danos causados pelas queimadas, o cerrado tem um processo de recuperação relativamente rápido. A vegetação afetada deverá começar a se regenerar em até 30 dias, com os primeiros brotos surgindo em cerca de 15 dias após o controle das chamas.

As áreas atingidas incluem importantes pontos turísticos, como a Cachoeira do Formiga, que teve focos isolados de incêndio controlados rapidamente pela brigada. O impacto das queimadas no turismo local é significativo, e as autoridades permanecem em alerta para evitar que novos focos surjam.

Decretado estado de emergência no Tocantins

Diante do aumento das queimadas em todo o estado, o governo do Tocantins decretou estado de emergência por seis meses. A medida visa agilizar a alocação de recursos e permitir a contratação de brigadistas para reforçar o combate ao fogo. Até o momento, 60 novos brigadistas foram autorizados a integrar as equipes já atuantes nas áreas afetadas.

A decisão busca conter os danos ambientais e preservar tanto as áreas de conservação quanto a vida dos moradores e turistas que visitam as regiões atingidas.

Turistas evacuados às pressas

Os turistas que estavam visitando o Jalapão foram surpreendidos pelo avanço do fogo e tiveram que deixar a área às pressas. Vídeos capturados pelos visitantes mostram as chamas consumindo a vegetação ao redor, enquanto equipes de resgate trabalhavam para controlar a situação. A retirada dos turistas foi realizada com segurança, e os locais mais afetados seguem interditados até que as condições sejam restabelecidas.

A evacuação ocorreu principalmente nas áreas próximas à Lagoa da Serra e à Serra do Espírito Santo, onde o fogo se espalhou mais rapidamente. As autoridades seguem monitorando a situação para evitar novos riscos aos visitantes.

Bombeiros atuam em outras regiões

Além do Jalapão, os bombeiros também foram acionados para conter incêndios na região de Rio Azuis, nas Serras Gerais. O combate às chamas começou durante a madrugada desta quinta-feira (5) e continua em monitoramento. Brigadas permanecem em alerta em diversas áreas do estado, onde a combinação de tempo seco e ventos fortes favorece o surgimento de novos focos de incêndio.

A situação exige esforço contínuo das autoridades para conter as chamas e evitar que outros pontos turísticos sejam afetados.

Impacto ambiental e econômico

O impacto ambiental das queimadas no Parque Estadual do Jalapão é profundo, atingindo tanto a flora quanto a fauna da região. O ecossistema, conhecido por sua biodiversidade, sofre com a destruição das vegetações nativas, enquanto espécies animais são forçadas a se deslocar para áreas mais seguras. O impacto no turismo, uma das principais atividades econômicas da região, também é preocupante, uma vez que as visitas foram suspensas indefinidamente, afetando o fluxo de visitantes e a economia local.

As autoridades locais esperam que a recuperação da vegetação do cerrado ocorra rapidamente, mas o processo de recuperação total pode levar meses, com impactos duradouros na paisagem natural e na atividade turística da região.

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