Segundo turno em Fortaleza: André Fernandes e Evandro Leitão disputam liderança acirradaPor Carolina Costa
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A corrida eleitoral em Fortaleza está cada vez mais intensa, com o resultado parcial apontando para um segundo turno entre André Fernandes (PL) e Evandro Leitão (PT). Até o momento, com 98,43% das urnas apuradas, Fernandes lidera com 40,27% dos votos, somando 554.663, enquanto Leitão vem logo atrás com 34,29%, representando 472.335 votos. O cenário sugere uma disputa altamente competitiva, que será definida no segundo turno.
O avanço da apuração: a liderança de Fernandes e a recuperação de Leitão
Com quase a totalidade das urnas apuradas em Fortaleza, André Fernandes, do Partido Liberal (PL), mantém uma vantagem considerável. Ele se destaca como o candidato preferido de grande parte do eleitorado, acumulando mais de 40% dos votos válidos. Fernandes, que já foi deputado estadual e figura de destaque entre os eleitores mais jovens e conservadores, conseguiu capitalizar um discurso focado na renovação e segurança pública, temas que ressoaram fortemente entre os eleitores da capital cearense.
Por outro lado, Evandro Leitão, do Partido dos Trabalhadores (PT), aparece como o principal adversário de Fernandes, com mais de 34% dos votos. Leitão, atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, tem uma base sólida de apoio, especialmente entre os eleitores que se identificam com as políticas progressistas e sociais do PT. O fato de estar no segundo lugar com uma margem considerável indica que a disputa está longe de ser resolvida, e o segundo turno promete ser acirrado.
Capitão Wagner e José Sarto: influência reduzida nesta eleição
Outros candidatos também participaram da disputa, mas com menos expressividade. Capitão Wagner (UNIÃO), que já foi um forte nome nas eleições anteriores, ficou com apenas 11,37% dos votos, totalizando 156.583 votos. Wagner, conhecido por sua atuação na segurança pública, não conseguiu repetir o desempenho de eleições passadas, o que pode indicar uma mudança no perfil dos eleitores da capital.
José Sarto (PDT), atual prefeito de Fortaleza, conquistou apenas 11,75% dos votos, totalizando 161.786. O prefeito, apesar de ter comandado a cidade durante a pandemia, não obteve o mesmo apoio que o elegeu na eleição anterior, o que pode ser reflexo de uma insatisfação com a gestão pública nos últimos anos. Sua baixa colocação evidencia que os eleitores estão buscando alternativas à continuidade.
Candidatos menores: presença simbólica e fragmentação do voto
Outros candidatos como Chico Malta (PCB), Eduardo Girão (NOVO), Tecio Nunes (PSOL) e Zé Batista (PSTU) não tiveram expressividade significativa nas urnas. Malta recebeu apenas 0,09% dos votos, com 1.181 eleitores optando por seu nome. Girão, do NOVO, obteve 1,07%, totalizando 14.731 votos, e Tecio Nunes alcançou 0,64% com 8.797 votos. Zé Batista ficou com a menor porcentagem, 0,04%, com apenas 607 votos.
Essa dispersão de votos entre os candidatos menores revela que a maioria do eleitorado cearense optou por concentrar seus votos nos candidatos que acreditam ter maior viabilidade no segundo turno. A presença desses candidatos no pleito, porém, destaca a diversidade ideológica existente em Fortaleza, com opções que vão desde partidos de extrema esquerda até a direita liberal.
Vereadores eleitos: pluralidade de partidos e novos rostos
No cenário da Câmara Municipal de Fortaleza, as eleições para vereador também trouxeram resultados interessantes. Até o momento, 43 cadeiras já estão definidas com 94,73% das urnas apuradas. Entre os mais votados estão Priscila Costa (PL) com 2,65% dos votos (34.783), seguida por Gabriel Biologia (PSOL) com 2,27% (29.747 votos) e Bella Carmelo (PL) com 2,07% (27.135 votos).
A eleição para vereador revelou uma pluralidade partidária, com representantes de legendas como o PL, PSOL, REP e PDT entre os mais votados. Essa diversidade mostra que, apesar da polarização existente entre os candidatos a prefeito, o eleitorado fortalezense está buscando uma representação política diversificada na Câmara Municipal.
Entre os partidos de destaque, o PL, partido de André Fernandes, conseguiu eleger alguns dos principais vereadores, consolidando sua força tanto no executivo quanto no legislativo municipal. Isso pode indicar uma possível sinergia entre o prefeito e a Câmara, caso Fernandes confirme sua vitória no segundo turno.
Desafios para o segundo turno: mobilização do eleitorado e alianças políticas
Com a apuração ainda parcial, o segundo turno em Fortaleza será marcado pela tentativa dos candidatos em conquistar os eleitores que votaram em outros nomes ou se abstiveram no primeiro turno. Até o momento, 15,55% dos eleitores não compareceram às urnas, o que representa 271.045 pessoas. Esse contingente pode ser decisivo para definir quem será o próximo prefeito da capital.
André Fernandes terá o desafio de manter sua liderança e, ao mesmo tempo, atrair os votos dos eleitores de Capitão Wagner, que possuem um perfil ideológico mais próximo ao seu. Fernandes pode tentar intensificar sua campanha nas áreas da cidade onde teve menos apoio, buscando ampliar sua vantagem e garantir a vitória.
Evandro Leitão, por sua vez, precisará se mobilizar rapidamente para conquistar o apoio dos eleitores de José Sarto e de outras candidaturas que ficaram pelo caminho. O apoio do atual prefeito pode ser crucial para que Leitão consiga superar Fernandes no segundo turno. Além disso, Leitão terá que reforçar sua base eleitoral nas áreas periféricas da cidade, onde o PT tradicionalmente tem mais força.
Análise das abstenções e votos nulos
Um dos pontos que merecem atenção é o alto índice de abstenções e votos nulos. Até o momento, 271.045 eleitores não votaram, o que representa 15,55% do total de eleitores. Além disso, houve 38.698 votos em branco (2,63%) e 56.021 votos nulos (3,81%). Esses números indicam que uma parte considerável do eleitorado optou por não participar ou anular o voto, o que pode refletir um descontentamento com as opções disponíveis ou uma desilusão com a política.
Para o segundo turno, tanto Fernandes quanto Leitão terão que trabalhar para engajar esses eleitores e convencê-los a participar da escolha final. Estratégias como maior presença nas mídias sociais, campanhas de conscientização sobre a importância do voto e propostas mais claras para os principais problemas da cidade podem ser fundamentais para reduzir o índice de abstenções no segundo turno.
Expectativas para os próximos dias
Com a apuração avançando e a definição do segundo turno entre André Fernandes e Evandro Leitão, Fortaleza se prepara para mais algumas semanas de intensa campanha. O foco agora será nas alianças políticas, nos debates e na conquista dos eleitores indecisos. A reta final da eleição promete ser marcada por fortes disputas, e cada voto será decisivo para determinar o próximo prefeito da capital cearense.
Os candidatos já começaram a reformular suas estratégias, buscando consolidar seu eleitorado e, ao mesmo tempo, atrair novos apoiadores. O apoio de figuras influentes e a capacidade de mobilizar os eleitores no segundo turno serão determinantes para o resultado final.







