Kids Pretos: Plano golpista contra Lula, Alckmin e Moraes; veja detalhes da operação e envolvidosPor Carolina Costa
4 min de leitura
![]() |
A Polícia Federal deflagrou a Operação Contragolpe em 19 de novembro de 2024, desmontando um plano de golpe de Estado que envolvia militares das Forças Especiais e um policial federal. Os suspeitos planejavam assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi conduzida em quatro estados e culminou na prisão de cinco integrantes do grupo, além de diversas medidas restritivas.
Denominado “Punhal Verde e Amarelo”, o plano detalhava ações para subverter o governo e garantir uma tomada militar do poder. As investigações mostram a gravidade do complô e a necessidade de reforçar a vigilância institucional para proteger a democracia brasileira.
Quem são os alvos da operação
As prisões revelaram o envolvimento de figuras treinadas em operações militares avançadas e com vínculos diretos em instituições de segurança. Veja os principais envolvidos:
- General Mario Fernandes (reserva): Ex-integrante do governo Bolsonaro e atual assessor do deputado Eduardo Pazuello.
- Tenente-Coronel Hélio Ferreira Lima: Atuava na 3ª Companhia de Forças Especiais até sua destituição em 2024.
- Major Rodrigo Bezerra Azevedo: Militar em Goiânia com formação especializada em táticas de guerrilha.
- Major Rafael Martins de Oliveira: Baseado no Rio de Janeiro, possuía expertise em estratégias militares.
- Policial Federal Wladimir Matos Soares: Envolvido diretamente no planejamento e preso em Brasília.
Além das prisões, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes localidades, incluindo Goiás, Amazonas, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Detalhes do plano “Punhal Verde e Amarelo”
O plano foi arquitetado logo após o segundo turno das eleições de 2022 e visava desestabilizar as instituições democráticas do país. Entre as principais ações previstas estavam:
- Eliminação de líderes políticos: Lula e Alckmin seriam assassinados antes da posse.
- Neutralização de Alexandre de Moraes: O ministro seria capturado e eliminado.
- Uso de técnicas militares: Operações táticas complexas e utilização de armamentos avançados.
- Gestão de crise: O grupo planejava criar um gabinete institucional para controlar a narrativa e minimizar reações contrárias.
As investigações apontam que o golpe teria início em dezembro de 2022, utilizando métodos aprendidos em treinamentos de elite para executar os ataques.
Como a operação foi conduzida
A Operação Contragolpe foi resultado de um trabalho meticuloso de inteligência que envolveu monitoramento de comunicações e análise de movimentações financeiras e logísticas. A Polícia Federal conseguiu reunir provas suficientes para desarticular o grupo antes da execução do plano.
As ações resultaram em:
- Prisão preventiva de cinco envolvidos.
- Cumprimento de três mandados de busca e apreensão.
- Imposição de medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de funções públicas.
Os materiais apreendidos serão analisados para identificar possíveis cúmplices e ampliar o alcance das investigações.
Principais pontos do caso
- Ameaça institucional: O envolvimento de militares especializados aumenta a preocupação com a infiltração de ideologias extremistas.
- Conspiração articulada: O plano era detalhado e contava com apoio logístico e operacional de alto nível.
- Impacto político: A descoberta do esquema intensifica o debate sobre a segurança institucional.
- Respostas do governo: Reforço na segurança dos alvos e intensificação do monitoramento preventivo.
Onde assistir ao vivo, horário e local
A operação, que mobilizou recursos significativos da Polícia Federal, foi conduzida em diferentes estados brasileiros. Com os desdobramentos previstos, novas ações poderão ser transmitidas por canais oficiais de comunicação em horários a serem confirmados pelas autoridades. Os registros da operação estão sendo disponibilizados para análise em tempo real.
- Horário de Brasília: 6h (início das ações).
- Transmissão: Informações detalhadas estão disponíveis através de pronunciamentos oficiais do governo.
- Local: Estados de Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Escalação do caso
Os principais alvos da operação fazem parte de um grupo que reúne ex-integrantes das Forças Especiais e servidores públicos. A “escalação” do caso inclui nomes que já estavam sob investigação desde os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando houve invasão a prédios públicos.







