Peritos dizem que questionamento da defesa de Vorcaro não prova adulteração do celularPor Janderson Luiz
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Associação de peritos afirma que mudanças em registros do celular de Daniel Vorcaro não significam necessariamente adulteração da prova. A manifestação, de 30 de outubro de 2026, responde ao questionamento da defesa do ex-banqueiro sobre os dados extraídos dos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal (PF).
O primeiro celular, usado por Vorcaro e apreendido na prisão de 17 de novembro de 2025, concentra a maior parte das mensagens e documentos analisados. Ao todo, a PF apreendeu oito aparelhos ligados ao ex-banqueiro em operações distintas.
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Peritos dizem que modificações em registros não provam adulteração
Segundo a associação, identificar modificações em registros digitais não equivale, necessariamente, a alterar o conteúdo usado como prova. A distinção é técnica: um achado de que algo mudou no registro não basta, sozinho, para concluir que a prova foi adulterada. A tese de adulteração é o centro da estratégia da defesa, que pretende questionar o material apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e levar à anulação de parte do processo.
Defesa de Vorcaro questiona cadeia de custódia do celular
Desde junho, a defesa avaliava a tese de quebra da cadeia de custódia dos aparelhos, com a intenção de anular as mensagens usadas nos processos do caso Master. Em 16 de outubro de 2026, os advogados também pediram ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de investigação sobre o vazamento de conversas privadas, alegando um “processo de linchamento público”. O pedido mira o vazamento e a divulgação de conversas, e não o resultado da perícia.
PF diz que material extraído segue lacrado em cadeia de custódia
Em 13 de setembro de 2026, a PF informou ao STF que os dados extraídos do celular estão integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada. Segundo a corporação, os lacres e os mecanismos de verificação de integridade digital foram preservados.
Dados básicos do caso do celular de Vorcaro
- Investigado: Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março de 2026.
- Aparelho principal: iPhone 17 Pro, apreendido em 17 de novembro de 2025.
- Relatoria no STF: André Mendonça, que assumiu o caso após Dias Toffoli.
- Pedido da defesa: acesso aos dados brutos e aos laudos, feito ao STF em 16 de fevereiro de 2026.
Da prisão de novembro à disputa sobre a custódia
- 17/11/2025 — PF prende Vorcaro pela primeira vez e apreende o primeiro celular.
- 16/02/2026 — defesa pede ao STF acesso aos dados brutos e aos laudos da perícia.
- 04/03/2026 — nova prisão, com três celulares apreendidos na operação.
- 12/09/2026 — Fachin dá 24 horas para a PF explicar a custódia do material.
- 13/09/2026 — PF responde que o material está em cadeia de custódia formal.
- 16/10/2026 — defesa pede investigação sobre o vazamento de conversas.
- 30/10/2026 — associação de peritos se manifesta sobre o questionamento da defesa.















