PF bloqueia contas de mulher investigada por fraude no INSS na PBPor Jeronimo Santos
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A Polícia Federal bloqueou as contas bancárias de uma mulher investigada por fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Campina Grande, no Agreste paraibano. O prejuízo aos cofres públicos supera R$ 109 mil, segundo o levantamento inicial da PF.
Ficha da operação
- Nome: Operação Alter Ego 2
- Data: 29 de outubro de 2026
- Local: Campina Grande, Agreste paraibano
- Prejuízo inicial: superior a R$ 109 mil
- Medidas expedidas por: 16ª Vara da Justiça Federal na Paraíba
Cumprimento das medidas
Na manhã desta quinta-feira, os agentes federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da investigada. Eles também executaram a ordem de sequestro de valores e o bloqueio de contas bancárias em nome dela. Na prática, o bloqueio impede a movimentação do dinheiro nas contas enquanto a investigação avança, e o sequestro de valores retém bens ligados ao caso.
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Como o esquema funcionava
Segundo a PF, a investigada usava uma identidade falsa havia vários anos para receber dois benefícios previdenciários e assistenciais ao mesmo tempo. Um deles é o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), destinado à pessoa com deficiência. O outro é uma aposentadoria por invalidez. Os dois pagamentos eram feitos a partir da mesma identidade falsa.
Crimes investigados
A PF apura os seguintes crimes:
- falsidade ideológica;
- uso de documentos falsos;
- estelionato majorado.
Falsidade ideológica é inserir informação falsa em um documento que parece verdadeiro. O uso de documento falso ocorre quando alguém apresenta um documento forjado para obter algo. Caso a autoria e a materialidade sejam comprovadas, a investigada poderá responder judicialmente pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato qualificado praticado contra entidade de direito público.
O que a investigação ainda busca
Com o material apreendido na residência, a PF quer identificar eventuais coautores e redes de falsificação de documentos na região. O material divulgado não cita outros investigados nem valores já recuperados. A investigação segue em andamento.















