James Hewitt revela detalhes surpreendentes sobre Diana e a relação entre William e Harry

Príncipes William e Harry

Príncipes William e Harry - Foto: Lorna Roberts / Shutterstock.com

A vida da princesa Diana, marcada por escândalos, carisma e tragédias, continua a fascinar o mundo décadas após sua morte. Recentemente, James Hewitt, ex-amante de Diana entre 1986 e 1991, voltou aos holofotes com declarações impactantes no programa Good Morning Britain, exibido em fevereiro de 2025. Ele abordou a relação conturbada entre os príncipes William e Harry, filhos de Diana, e criticou a famosa entrevista da princesa à BBC em 1995, chamando-a de “armação”. Suas palavras reacenderam debates sobre o legado de Diana e seu papel como mãe em meio às tensões familiares que persistem na realeza britânica. Hewitt, que já foi alvo de rumores infundados sobre a paternidade de Harry, trouxe à tona reflexões sobre como Diana poderia ter influenciado a dinâmica entre os irmãos, caso estivesse viva.

O relacionamento de Hewitt com Diana, ocorrido enquanto ela ainda era casada com o então príncipe Charles, foi um dos capítulos mais comentados da vida da princesa. A mídia da época explorou exaustivamente o caso, que terminou em 1991, um ano antes da separação oficial do casal real, anunciada em 1992. As novas declarações de Hewitt não apenas reacendem memórias desse período turbulento, mas também jogam luz sobre o impacto duradouro de Diana na família real e no imaginário popular.

Embora Hewitt tenha se mantido relativamente discreto nos últimos anos, suas recentes afirmações mostram que ele ainda possui opiniões fortes sobre a princesa e sua família. Ele sugeriu que Diana, conhecida por sua empatia e instinto protetor, teria se esforçado para unir William e Harry, cuja relação tem sido abalada por desentendimentos públicos desde a saída de Harry da realeza em 2020. As revelações de Hewitt chegam em um momento em que o público acompanha de perto cada passo dos irmãos, tornando suas palavras um ponto de partida para análises mais profundas.

Passado em foco: o caso que abalou a monarquia

O relacionamento entre James Hewitt e Diana começou em 1986, quando ele era um oficial da cavalaria britânica e instrutor de equitação da princesa. Durante cinco anos, o romance permaneceu em segredo, mas acabou vindo à tona, alimentando manchetes sensacionalistas. Na época, o casamento de Diana com Charles já enfrentava dificuldades, agravadas por seu próprio caso com Camilla Parker Bowles, hoje rainha consorte. A exposição do affair de Diana com Hewitt intensificou a crise no Palácio de Buckingham, culminando na separação oficial em 1992 e no divórcio em 1996, um ano antes da morte trágica da princesa em um acidente de carro em Paris.

Hewitt não escapou ileso da atenção midiática. Por anos, ele foi perseguido por especulações de que seria o pai biológico de Harry, nascido em 1984, dois anos antes do início do relacionamento. Apesar da cronologia desmentir os rumores, a semelhança física entre Hewitt e o príncipe, como os cabelos ruivos, manteve a teoria viva na imprensa sensacionalista britânica. Harry, em entrevistas recentes, já classificou essas especulações como cruéis e parte de uma campanha para desestabilizá-lo dentro da família real. Testes de DNA nunca foram necessários, já que o nascimento de Harry ocorreu bem antes do envolvimento de Hewitt com Diana.

Além disso, o ex-amante da princesa também fez críticas contundentes à entrevista de Diana ao jornalista Martin Bashir, exibida pela BBC em 1995. Na ocasião, Diana chocou o mundo ao declarar que “éramos três nesse casamento”, referindo-se ao affair de Charles com Camilla. Hewitt descreveu o trabalho de Bashir como manipulador, alegando que o apresentador usou táticas enganosas para extrair confissões da princesa, uma visão que ecoa investigações recentes sobre os métodos antiéticos do jornalista, reconhecidos pela própria BBC em 2021.

Diana como mediadora: o que poderia ter sido?

Se Diana estivesse viva, sua influência sobre William e Harry seria, segundo Hewitt, um fator decisivo para amenizar as tensões entre os irmãos. A princesa era conhecida por sua habilidade de unir pessoas, um traço que se refletia em sua abordagem humanitária e em sua relação com os filhos. William, o futuro rei, e Harry, que optou por uma vida distante da monarquia, têm enfrentado desentendimentos públicos desde o chamado “Megxit”, quando Harry e Meghan Markle deixaram suas funções reais em 2020. A morte da avó, a rainha Elizabeth II, em 2022, e a ascensão de Charles ao trono apenas ampliaram o distanciamento.

Hewitt afirmou que Diana, como mãe, ficaria profundamente preocupada com a situação e faria tudo ao seu alcance para promover a reconciliação. Ele destacou que a princesa sempre priorizou o bem-estar emocional de seus filhos, criando-os em um ambiente mais aberto e menos rígido do que o tradicional da realeza. Especialistas em realeza concordam que Diana tinha um talento natural para a diplomacia familiar, o que poderia ter evitado ou ao menos suavizado o racha atual entre os príncipes.

A ausência de Diana é sentida não apenas pelos filhos, mas também por aqueles que acompanham a monarquia. Seu papel como uma figura unificadora na família real foi substituído por um vazio que, para muitos, explica parte das dificuldades enfrentadas por William e Harry em encontrar um terreno comum nos últimos anos.

Impactos duradouros do affair na realeza

O caso entre Diana e Hewitt não foi apenas um escândalo passageiro; ele deixou marcas profundas na percepção pública da monarquia britânica. Enquanto o relacionamento extraconjugal de Charles com Camilla era visto como uma traição mais longa e institucionalizada, o envolvimento de Diana com Hewitt humanizou a princesa aos olhos de muitos, mas também a expôs a críticas severas. A mídia da época retratou Diana como uma figura trágica, presa em um casamento infeliz, enquanto Hewitt foi frequentemente pintado como oportunista.

Esse período conturbado também lançou as bases para a modernização da realeza. Diana quebrou tabus ao expor suas lutas pessoais, incluindo a bulimia e a depressão, temas que mais tarde foram abraçados por William e Harry em suas campanhas sobre saúde mental. O affair com Hewitt, embora controverso, foi parte de um movimento maior de Diana para desafiar as convenções rígidas do Palácio de Buckingham, pavimentando o caminho para uma monarquia mais acessível e emocionalmente conectada com o público.

Para Harry, o peso dos rumores sobre sua paternidade adicionou uma camada extra de complexidade à sua relação com a família real. Em seu livro de memórias lançado em 2023, ele abordou como essas especulações o afetaram, destacando o papel da imprensa em amplificar narrativas falsas para lucrar com a dor alheia.

Cronologia de um escândalo: os principais marcos

Os eventos que cercam o relacionamento de Diana e Hewitt seguem uma linha do tempo que reflete os altos e baixos da vida da princesa. Aqui está um resumo dos momentos-chave:

  • 1984: Nascimento do príncipe Harry, segundo filho de Diana e Charles.
  • 1986: Início do relacionamento entre Diana e James Hewitt, que duraria até 1991.
  • 1992: Charles e Diana anunciam a separação oficial, após anos de especulações.
  • 1995: Diana concede a entrevista à BBC, expondo os problemas de seu casamento.
  • 1996: Divórcio oficial de Charles e Diana é finalizado.
  • 1997: Diana morre em um acidente de carro em Paris, aos 36 anos.
  • 2025: Hewitt reaparece com declarações sobre Diana e os príncipes no Good Morning Britain.

Essa cronologia mostra como o affair, embora tenha terminado antes da separação oficial, continuou a reverberar na narrativa da família real por décadas.

Legado de Diana: uma força além do tempo

O impacto de Diana na família real britânica transcende sua vida e suas escolhas pessoais. Seus filhos carregam sua influência em iniciativas como o apoio às vítimas de minas terrestres, a luta contra o estigma do HIV/AIDS e a defesa da saúde mental. William, através da fundação Heads Together, e Harry, com os Invictus Games, refletem valores que Diana incutiu neles desde a infância, como a empatia e o compromisso com os menos favorecidos.

Mesmo com as tensões entre os irmãos, o legado da princesa permanece uma ponte simbólica entre eles. Eventos recentes, como o 60º aniversário de Diana celebrado em 2021 com uma estátua em sua homenagem, mostraram que tanto William quanto Harry ainda se unem para honrar a mãe, ainda que brevemente. A crença de Hewitt de que ela teria trabalhado pela reconciliação reforça a ideia de que Diana continua a ser uma figura central na narrativa da realeza.

A abordagem humanitária de Diana também mudou a forma como a monarquia é percebida. Antes dela, a realeza era vista como distante e intocável; após sua passagem, tornou-se mais próxima do povo, um legado que seus filhos tentam preservar em meio aos desafios modernos.

Curiosidades sobre Diana e Hewitt que você precisa saber

Alguns detalhes sobre o relacionamento de Diana com Hewitt e suas consequências ainda surpreendem. Confira:

  • Diana conheceu Hewitt durante aulas de equitação, um hobby que ela usava para escapar das pressões da vida real.
  • Hewitt publicou um livro em 1994, “Princess in Love”, detalhando o affair, o que gerou controvérsia e acusações de traição.
  • A princesa teria enviado mais de 60 cartas a Hewitt durante o relacionamento, algumas leiloadas anos depois por valores exorbitantes.
  • Apesar dos rumores, Hewitt nunca reivindicou ser pai de Harry, mantendo que o romance começou após o nascimento do príncipe.

Esses fatos mostram como o caso foi muito além de um simples escândalo, moldando a imagem pública de Diana e de Hewitt de maneiras distintas.

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